Comentadora da CMTV mostra-se surpreendida com decisão judicial
A audiência de reavaliação das medidas de coação aplicadas a Nuno Homem de Sá, no âmbito do processo de violência doméstica movido pela ex-namorada, Frederica, foi adiada para o próximo dia 26 de setembro. O ator deslocou-se esta segunda-feira, 15 de setembro, ao tribunal, mas a sessão não avançou conforme o previsto.
O tema foi abordado no programa Noite das Estrelas, da CMTV, onde Maya mostrou a sua surpresa perante o adiamento. A comentadora destacou que o pedido partiu do Ministério Público (MP) e que o caso exige especial atenção: “Temos aqui um assunto grave. Há um despacho de acusação em que uma pessoa é acusada de violência doméstica e o próprio MP pede que sejam reavaliadas as medidas de coação”, afirmou.
Atualmente, Nuno Homem de Sá está apenas sujeito a termo de identidade e residência, mas o Ministério Público defendeu a aplicação de medidas adicionais, como a proibição de contactar ou se aproximar da vítima, além da proteção de eventuais testemunhas. Para Maya, o adiamento gera preocupações legítimas: “Se acontecer alguma coisa à vítima, a culpa é de quem?”, questionou em direto.
Também Teresa Guilherme reforçou os riscos associados ao atraso no processo, recordando que a suposta vítima já manifestou medo: “O Ministério Público entende que ela tem razões para estar receosa. Isto não pode ser ignorado.” Já Daniel Nascimento foi mais longe, criticando as falhas do sistema judicial: “Entre falta de botões de pânico, falta de medidas e sucessivos adiamentos, percebemos porque, infelizmente, tantas mulheres acabam por perder a vida.”
Este adiamento volta a colocar o tema da morosidade da justiça portuguesa em debate, sobretudo em casos de violência doméstica, onde cada dia pode ser decisivo para a proteção da vítima. Até ao final do mês, caberá ao tribunal decidir se Nuno Homem de Sá ficará sujeito a medidas mais restritivas.






