Após um breve alívio, depressão Kristin deixa rasto de destruição e novas previsões alertam para precipitação contínua e agitação marítima
A semana que se avizinha promete ser marcada por condições meteorológicas adversas em todo o território continental, especialmente no norte e centro do país. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou para um período prolongado de chuva a partir de domingo, após um sábado de relativo alívio. Nuno Lopes, meteorologista do IPMA, destacou que a precipitação será intensa e distribuída ao longo de toda a semana, com algumas regiões do norte a registarem mais de 160 milímetros de chuva acumulada. A previsão inclui ainda episódios de vento forte, agitação marítima e possibilidade de queda de neve em zonas mais altas.
O alerta surge na sequência da passagem da depressão Kristin, que afetou Portugal continental na última quarta-feira, provocando pelo menos cinco mortos, além de feridos e várias pessoas desalojadas. As consequências materiais foram significativas, incluindo quedas de árvores, danos em estruturas, interrupções em linhas ferroviárias, cortes de energia e comunicações, bem como o encerramento temporário de escolas. Os distritos mais afetados incluem Leiria, Coimbra e Santarém, com a Câmara da Marinha Grande a contabilizar ainda uma vítima mortal adicional.
Em resposta à situação, o Governo decretou estado de calamidade para cerca de 60 municípios entre as 00:00 de quarta-feira e as 23:59 de 1 de fevereiro, sendo que o número de localidades abrangidas poderá aumentar caso a situação se agrave. A medida visa agilizar a resposta das autoridades de Proteção Civil, garantindo meios e recursos para enfrentar os efeitos do mau tempo e proteger a população em risco.
Face às previsões, as autoridades apelam à população para redobrar os cuidados, evitar deslocações desnecessárias e manter-se informada sobre os alertas emitidos pelo IPMA e pela Proteção Civil. O prolongamento da chuva representa um desafio adicional para as regiões já afetadas pela depressão Kristin, reforçando a necessidade de prudência, planeamento e solidariedade entre as comunidades locais.





