A apresentadora revelou que participa ativamente na remodelação dos imóveis da empresa que criou há mais de uma década
Quem vê Marta Cardoso na televisão dificilmente imagina que, longe dos estúdios, passa parte do tempo a pintar portas, afagar chão e acompanhar remodelações de imóveis. Foi a própria apresentadora quem revelou este lado menos conhecido da sua vida profissional durante a participação no videocast “The Leite Show”, conduzido por Flávio Furtado.
O negócio nasceu há mais de uma década e, desde então, foi crescendo até se transformar numa atividade paralela à televisão.
Como tudo começou
Marta Cardoso contou que deu os primeiros passos no setor imobiliário em 2011, quando decidiu comprar uma pequena casa recorrendo a um empréstimo bancário. O objetivo passava por garantir uma maior estabilidade financeira numa altura em que os contratos televisivos eram mais incertos.
“Desde 2011 que eu comecei a trabalhar no imobiliário. Comecei por comprar uma casinha. Depois consegui vender essa casa recorrendo a um empréstimo bancário porque eu não tinha fundos. Depois consegui vender essa casa e daí ganhar algum dinheiro. Comprar duas. E tem vindo a ser assim”, contou.
Esse primeiro investimento acabou por dar origem a uma empresa dedicada à compra, remodelação, venda e arrendamento de imóveis.
“Pinto portas e afago chão”
Apesar de contar com subempreiteiros para grande parte das obras, Marta Cardoso faz questão de assumir pessoalmente alguns dos trabalhos, sobretudo na fase dos acabamentos e da componente criativa.
“Na verdade, eu tenho uma empresa que compra, vende, revende, aluga imóveis. (…) Eu compro. Eu depois contrato subempreiteiros para fazer a maior parte das coisas. Quando chega a parte do design e do artesanato, sou eu que faço. Por isso é que me veem cheia de tinta. Ora estou a pintar portas, ora estou a afagar chão. Enfim, as coisas que eu fui aprendendo a fazer, eu faço”, revelou.
Um complemento à carreira na televisão
A apresentadora explicou ainda que o projeto surgiu por uma questão de segurança financeira, mas que, atualmente, assume um significado diferente. Segundo afirmou, é o trabalho na TVI que suporta as despesas do dia a dia, enquanto o negócio imobiliário continua a ser uma atividade que desenvolve com entusiasmo e que representa uma fonte adicional de rendimento.
Quando chega o momento da venda, Marta Cardoso prefere confiar os imóveis a mediadoras especializadas. O objetivo, explicou, é que os compradores valorizem as casas pela qualidade do trabalho realizado e não pelo facto de lhe pertencerem.
“Quero que as pessoas comprem as minhas casas porque as minhas casas são boas, não porque são minhas”, concluiu.






