“10 estrelas”: a experiência inesquecível que emocionou jurados, produção e telespectadores
Aos 68 anos, Maria Manuela, natural de São João da Madeira, entrou para a história da televisão portuguesa ao tornar-se a primeira concorrente cega a participar no MasterChef Portugal. A sua presença no popular talent show culinário da RTP marcou um momento de inclusão e superação, provando que a paixão pela cozinha não conhece limites. A concorrente descreveu a experiência como “maior do que alguma vez imaginou”, assumindo que cumpriu um sonho que durante muitos anos lhe pareceu inalcançável.
Apesar de não ter avançado para fases mais adiantadas da competição, Maria Manuela saiu do programa de coração cheio e com um orgulho imenso no percurso feito. A ex-concorrente classificou a experiência como “10 estrelas”, destacando não só a adrenalina de cozinhar sob pressão, mas também o ambiente humano vivido nos bastidores. Segundo contou, sentiu-se sempre respeitada, apoiada e valorizada pela produção e pelos chefs, o que tornou a participação ainda mais marcante.
Sem conhecer a dinâmica das gravações nem o ritmo intenso do MasterChef Portugal, cada momento foi vivido como um desafio constante. Ainda assim, Maria Manuela sublinha que foi recebida com enorme carinho por toda a equipa, desde os técnicos aos jurados. A empatia demonstrada pelos chefs Rui Paula, Marlene Vieira e Diogo Rocha foi, para si, essencial para ganhar confiança e enfrentar o nervosismo natural de quem pisa, pela primeira vez, uma cozinha televisiva.
Determinada a mostrar o seu talento, a concorrente optou por preparar um filete de dourada com tomate cherry, apostando na simplicidade como aliada da técnica e do sabor. A escolha revelou-se acertada e conquistou a atenção de Diogo Rocha, que não hesitou em dar-lhe um “sim” direto. O momento ganhou ainda mais emoção quando o chef a surpreendeu com um convite especial para passar uma semana na cozinha do seu restaurante, um prémio que Maria Manuela descreve como “inesperado e absolutamente inesquecível”.
A adaptação ao espaço do programa foi, no entanto, um dos maiores desafios. Habituada a cozinhar com equipamentos adaptados à sua realidade, encontrou no estúdio um ambiente diferente e exigente. Com o apoio de um assistente, que a guiava através do toque e da organização do espaço, conseguiu superar os obstáculos, chegando mesmo a identificar um forno ligado apenas pela perceção do calor. A sua história no MasterChef Portugal fica, assim, como um exemplo inspirador de resiliência, talento e amor pela cozinha.






