Com mais de três décadas nos palcos, atriz revela nova paixão e emociona com relatos de momentos inesquecíveis
Com 34 anos de carreira como atriz, Maria Henrique surpreende ao revelar um novo rumo na sua vida profissional: a fotografia. Longe dos palcos e da televisão, a artista portuguesa encontrou na captação de momentos únicos uma nova forma de expressão artística. A atriz partilhou esta transição num registo emotivo e inspirador, destacando como a sua ligação à imagem sempre esteve presente, mesmo antes de pegar numa câmara profissional.
Foi no programa Bom Dia Alegria, da CMTV, que Maria Henrique explicou o início desta aventura. “Sempre fui fascinada pela fotografia e não sei bem porquê. Fui fazer um curso profissional na escola Restart e depois pensei: ‘Como é que ponho isto em prática?’”, revelou. A resposta surgiu naturalmente: capturar momentos humanos autênticos. Olhares, emoções, fragilidades — o que para muitos passa despercebido, para Maria é onde reside a alma da fotografia.
Curiosamente, a ideia de fotografar partos não partiu dela. Foi um amigo, prestes a ser pai de gémeas, quem lhe pediu ajuda. A mulher, ansiosa com a ocasião, queria que o marido registasse o momento, mas este não se sentia capaz. “Se quiserem contar comigo, eu estou lá, vou fazer o meu melhor”, disse Maria, sem hesitar. A experiência revelou-se tão intensa quanto transformadora. Desde então, acompanhou vários partos, aprendendo a respeitar o espaço clínico e a emoção do instante: “Estive a estudar o que era uma cesariana, um parto natural, onde podia estar sem incomodar”.
A atriz descreve esta nova vertente como o oposto da representação: “Como atriz, as pessoas veem-me. Como fotógrafa, é preferível ser invisível”. Num dos momentos mais marcantes, um médico sinalizou-lhe que fotografasse o pé de um bebé prestes a rebentar a bolsa. “Ele sabia que aquele momento era mágico. É maravilhoso. Eu não consigo estar quieta”, partilhou com emoção.
Apesar de estar afastada da televisão, Maria Henrique continua ligada às artes. “Estou a dar formação, vou dar uma de teatro em agosto. Tenho médicos, jornalistas, educadores de infância, professores… ajuda na parte da comunicação”, explicou. Esta nova fase da sua vida, onde une sensibilidade artística à técnica, mostra como é possível reinventar-se, sem nunca perder a essência.






