Apresentadora da TVI revela percurso marcado por sonhos, resistência familiar e a dor de o pai não ter assistido ao seu maior sucesso profissional…
A viver uma das fases mais sólidas da sua carreira na televisão, Maria Botelho Moniz tem refletido sobre o caminho percorrido até ao sucesso. Entre orgulho profissional e emoção pessoal, a apresentadora admite que há uma ausência que continua a marcar profundamente a sua trajetória: a do pai, que nem sempre compreendeu as suas escolhas, mas que a apoiou incondicionalmente ao longo da vida.
Desde muito cedo, Maria revelou que o seu grande sonho era ser atriz, um objetivo que gerou alguma resistência por parte do pai, José Carlos Botelho Moniz. Com uma visão mais conservadora e estruturada, influenciada pela sua formação e experiência na Suíça, o pai via a representação como algo incerto, preferindo um percurso mais académico, como a medicina ou a biologia. Ainda assim, acabou por ceder ao desejo da filha e apoiou a entrada no Conservatório.
A ligação de Maria ao universo da comunicação, no entanto, viria a revelar-se inevitável. Proveniente de uma família com fortes raízes na rádio e na comunicação, ligada ao Rádio Clube Português, acabou por encontrar o seu espaço na televisão. A passagem pelo programa Curto Circuito, da SIC Radical, marcou o início da sua afirmação como apresentadora, num percurso que o pai começou a olhar com maior compreensão e orgulho.
O grande ponto de viragem na sua vida pessoal e profissional surgiu com a morte do pai em 2018, um momento que coincidiu com uma fase de transformação na sua carreira. Dois anos depois, já em 2020, Maria regressa em força à televisão ao integrar projetos na TVI, nomeadamente o fenómeno Big Brother 2020, assumindo desafios que mudariam definitivamente a sua visibilidade no pequeno ecrã.
Mais tarde, o salto para as manhãs da televisão consolidou o seu estatuto enquanto uma das principais apresentadoras do país. A entrada no programa Dois às 10 ao lado de Cláudio Ramos representou o auge de um percurso que sempre ambicionou. Emocionada, Maria reconhece que esse é o “grande salto” que o pai não chegou a testemunhar, uma ausência que transforma o sucesso num misto de conquista e saudade profunda.






