Apresentadora da TVI fala do ego, do medo de errar e da exigência de uma carreira feita em direto
Maria Botelho Moniz surpreendeu ao revelar o lado mais vulnerável da sua carreira numa conversa intimista com Joana Gama, no podcast “Não Sei Ser”. A apresentadora da TVI refletiu sobre os bastidores da televisão e o impacto emocional de trabalhar num meio onde a exposição é constante e o erro pode ter consequências imediatas.
Com mais de duas décadas de percurso no pequeno ecrã, Maria admite que a televisão pode facilmente alimentar o ego e criar uma falsa sensação de segurança. “O meio é propício a que levantes um bocadinho os pés do chão”, explicou, alertando para o perigo de se perder o contacto com a realidade num ambiente onde o acesso a figuras públicas e a condições privilegiadas pode distorcer a perceção pessoal.
Apesar disso, a apresentadora garante que a sua base familiar tem sido essencial para manter os pés assentes na terra. Ao contrário de outros percursos mais rápidos, Maria construiu a sua carreira de forma gradual, passando anos longe dos grandes holofotes até conquistar o reconhecimento do público. Essa experiência deu-lhe uma consciência clara da fragilidade do sucesso e da rapidez com que tudo pode mudar.
Um dos momentos mais marcantes da conversa surge quando aborda o medo constante de errar em direto. “Basta uma vírgula mal colocada”, afirmou, sublinhando a pressão de comunicar diariamente para milhões de espectadores. Entre o receio de perder o carinho do público e a necessidade de manter uma imagem equilibrada, Maria Botelho Moniz assume viver numa espécie de “corda bamba”, onde cada palavra conta e onde a autenticidade tem de coexistir com a responsabilidade de quem está sob constante escrutínio.






