Ondas até 13 metros e forte agitação marítima levam autoridades a impor restrições severas à navegação
A forte agitação marítima em Portugal está a provocar condicionamentos severos na navegação e a deixar a faixa costeira sob forte vigilância. Segundo a Autoridade Marítima Nacional, este sábado há 18 barras marítimas fechadas a toda a navegação e outras cinco com acesso condicionado, devido à previsão de ondulação que pode atingir os 13 metros na costa ocidental. O cenário é consequência do agravamento do estado do mar, que levou também o IPMA a emitir aviso laranja para praticamente todo o litoral do continente.
Na região Norte, a situação é particularmente restritiva. Estão totalmente encerradas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde. Já em Aveiro e Leixões, apenas é permitida a entrada de embarcações com mais de 35 metros de comprimento, enquanto Viana do Castelo admite somente barcos superiores a 30 metros. Estas limitações visam reduzir o risco para pequenas embarcações, mais vulneráveis às ondas de grande dimensão e às correntes fortes associadas a este tipo de fenómeno.
Mais a sul, a lista de interdições mantém-se extensa. Estão fechadas as barras do Portinho da Ericeira, Peniche e São Martinho do Porto, enquanto a barra de Lisboa está interdita a navios com calado superior a sete metros. No Algarve, a navegação também enfrenta fortes restrições: Albufeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Quarteira, Tavira e Vilamoura estão encerradas, e Portimão apenas permite a entrada de embarcações com mais de 15 metros. Nos Açores, permanecem fechadas as barras de Santa Cruz da Graciosa e Rabo de Peixe, de acordo com os dados mais recentes.
O aviso laranja do IPMA abrange toda a costa ocidental, dos distritos de Viana do Castelo a Faro, onde se preveem ondas entre 12 e 13 metros. Na costa sul, a ondulação deverá situar-se entre os 4 e 5 metros, ainda assim suficiente para causar perigo significativo. O alerta mantém-se até ao final do dia em alguns distritos do Norte e prolonga-se até domingo de manhã em grande parte do território, refletindo uma situação de risco moderado a elevado para atividades marítimas e costeiras.
As autoridades marítimas apelam à máxima prudência, sobretudo a pescadores, praticantes de desportos náuticos e curiosos que se aproximem da linha de costa para observar o mar agitado. A combinação de ondas altas, rebentação forte e correntes imprevisíveis pode tornar-se fatal em poucos segundos. Este episódio volta a demonstrar a força do inverno atlântico e a importância de respeitar as interdições nas barras marítimas e os avisos meteorológicos, essenciais para prevenir acidentes e proteger vidas.




