Atriz Inês Marques apresentou queixa contra o pai no dia 21 de maio
Manuel Marques, está no centro de uma grave polémica. O ator da TVI foi acusado de violência doméstica pela filha mais velha, Inês Marques. A queixa foi apresentada no passado dia 21 de maio e já originou a abertura de um processo pelo Ministério Público. O caso foi revelado no programa Noite das Estrelas, desta quinta-feira, 29 de maio, e está a gerar forte impacto mediático.
De acordo com Maya, apresentadora do formato da CMTV, Inês dirigiu-se à esquadra da PSP de Cascais, onde prestou declarações durante várias horas. Tendo em conta a natureza da acusação, o processo foi considerado urgente pelas autoridades. “Manuel Marques é acusado de violência doméstica pela filha mais velha. A queixa foi formalizada e a jovem foi ouvida com todo o cuidado, dado o teor delicado do caso”, adiantou a comunicadora em direto.
Rui Pereira, jurista e comentador residente do programa, participou por videochamada para explicar os contornos legais da situação. “Em casos de filhos menores, a violência doméstica é considerada mesmo sem coabitação. No caso de filhos maiores, como é o caso de Inês, a lei exige que exista coabitação para ser configurado como violência doméstica”, esclareceu, referindo ainda que, se não houver coabitação, o processo poderá ser enquadrado como crime de ofensa à integridade física.
Manuel Marques está separado da ex-mulher, Ana Martins, há cerca de quatro anos, e não vive atualmente com as filhas. No entanto, segundo foi dito no programa, o ator mantinha um regime de visitas e convívio com Inês e Elisa, as duas filhas que partilha com a antiga companheira. “Havia acompanhamento e contacto regular com as filhas, especialmente aos fins de semana”, frisou Maya, realçando a surpresa com a denúncia feita por Inês.
O Ministério Público já constituiu Manuel Marques como arguido e está agora a decorrer a fase de inquérito. “Neste momento, estão a ser recolhidas provas. No final do inquérito, o MP decidirá se arquiva o processo ou se avança com uma acusação formal”, explicou Rui Pereira. O caso promete continuar a marcar a atualidade e a levantar debate sobre a aplicação das leis de violência doméstica em contextos familiares mais complexos.






