“Não há reconhecimento… Parece que o meu trabalho não tem valor”, confessa
Luís Borges, um dos modelos portugueses mais conhecidos, expressou a sua frustração pela falta de reconhecimento profissional durante uma entrevista concedida a Daniel Nascimento para a revista ‘Vidas’ desta semana. O manequim, que tem 17 anos de carreira na moda, confessou sentir-se triste por ver o seu percurso profissional ofuscado pela atenção dada à sua vida privada.
“Acho que as pessoas sempre se interessaram mais pela minha vida privada do que, provavelmente, pelo meu percurso profissional. E isso deixa-me um bocado triste”, afirmou Luís Borges. O modelo sublinhou o orgulho que sente na sua carreira, afirmando ter sido “um dos melhores manequins portugueses, homens, de sempre” e lamentou a falta de valorização das suas realizações no mundo da moda. “Fiz tanta coisa boa. Mas as pessoas não falam muito disso. Não há aquele reconhecimento: ‘Olha que bom. O Luís fez uma grande campanha’… Não, isso não existe”.
Luís Borges, que foi casado com o cabeleireiro Eduardo Beauté e adotou três crianças, acredita que a sua vida pessoal sempre gerou mais interesse do que o seu trabalho. “(…) Acho que a minha vida privada, por causa do meu casamento, por ter adotado crianças, sempre fui muito falado na vertente pessoal. E o facto de ser gay, acho que, para muita gente, é um problema. Eu vejo-o assim. Parece que o meu trabalho não tem valor, pois está sempre secundarizado pelo meu percurso pessoal”, desabafou.
Com estas declarações, Luís Borges expõe uma realidade sentida por muitos profissionais da moda e do entretenimento, cujo talento e conquistas são frequentemente ofuscados pelas suas vidas pessoais. O modelo espera que o seu trabalho e contributo para a moda portuguesa sejam, um dia, reconhecidos e valorizados como merecem.






