Exposição de menor nas redes sociais volta a gerar debate sobre parentalidade e limites na partilha digital…
Liliana Aguiar voltou a estar no centro das atenções depois de partilhar, nas redes sociais, um momento familiar envolvendo o marido, Francisco Nunes, e o filho mais novo de ambos, Santiago, de sete anos. O vídeo rapidamente ganhou visibilidade e acabou por desencadear uma forte discussão pública sobre a exposição de menores na internet.
Na publicação, Liliana Aguiar mostra parte de uma conversa entre o casal e a criança, que reage de forma emotiva ao perceber que os pais iriam sair para jantar apenas os dois. No registo, o pequeno Santiago manifesta desagrado, num momento descrito como uma “birra”, algo que gerou diferentes interpretações entre os seguidores da empresária.
O tema foi posteriormente analisado no programa Passadeira Vermelha, da SIC Caras, onde a psicóloga Filipa Torrinha Nunes não poupou nas críticas ao conteúdo partilhado. A comentadora mostrou-se particularmente incomodada com a exposição da criança em contexto emocional, considerando que este tipo de registos levanta sérias questões sobre privacidade e bem-estar infantil.
Durante a sua intervenção, Filipa Torrinha Nunes afirmou que a situação a afetou de forma negativa, classificando o vídeo como inadequado. A psicóloga sublinhou que não é aceitável expor uma criança em momentos de vulnerabilidade emocional nas redes sociais, defendendo que estes episódios deveriam ser geridos no contexto familiar e não transformados em conteúdo público. Apesar de não querer entrar em generalizações sobre a parentalidade, reforçou que a situação em causa representa, no seu entender, uma falha de discernimento.
A polémica reacende assim o debate sobre os limites da partilha de conteúdos familiares nas redes sociais, sobretudo quando estão envolvidos menores. Enquanto alguns seguidores defendem a transparência da vida quotidiana dos influenciadores, outros alertam para os riscos da exposição excessiva, sobretudo em momentos emocionalmente sensíveis. O caso de Liliana Aguiar soma-se a outras situações semelhantes que continuam a dividir opiniões no espaço público digital em Portugal.






