Antes de deixar Portugal, a estilista vivia rodeada de luxo, com piscina na sala, teto panorâmico e festas memoráveis numa mansão no Estoril
Antes de se tornar uma figura polémica no reality show Big Brother Verão, Joaquina Branco — mais conhecida por Kina — era já um nome sonante no panorama da moda e da sociedade portuguesa. Durante os anos 80 e 90, a estilista foi sinónimo de glamour, sucesso e excentricidade, vivendo num verdadeiro “palácio” no Estoril, rodeada de luxo e de um estilo de vida de fazer inveja.
A mansão onde viveu com o então marido, Hélder Correia, 26 anos mais velho, era lendária entre os seus amigos e colegas do meio artístico. “Nunca me vou esquecer daquela mansão”, recorda Duarte Siopa, apresentador e uma das figuras habituais nas festas organizadas por Kina. “Tinha uma piscina interior e exterior, uma cama com teto panorâmico e decoração exuberante por todo o lado. Era como viver num sonho.”
Segundo a manequim Fernanda Branco, que trabalhou durante anos com a estilista, Kina adorava receber pessoas e partilhar o seu espaço com amigos. “Era uma casa com divisões sem fim. Havia sempre almoços, jantares e muita animação. Ela era carismática, gostava de ser o centro das atenções e fazia tudo com grande estilo”, conta. A mansão, hoje envolta em lendas e memórias, era palco regular de sessões fotográficas ousadas que enchiam as páginas das revistas cor-de-rosa da época.
Milionária e influente, Kina era considerada uma visionária no mundo da moda, com criações que se destacavam pela ousadia e irreverência. Era conhecida não só pelo talento, mas também pela beleza estonteante e personalidade magnética. Na altura, era presença habitual nos eventos mais exclusivos do país e gozava de uma popularidade que ia muito além da passerelle.
Com o tempo, a vida de luxo deu lugar a polémicas e conflitos familiares que agora vieram à tona no contexto do programa da TVI. Ainda assim, os que a conheceram de perto garantem que ninguém apagará o brilho de uma mulher que marcou uma era. “Havia uma aura em torno da Kina. A casa, a fama, a beleza, era tudo intensamente vivido”, remata Duarte Siopa.






