Diretor-geral da TVI assinala assinala 33 anos da estação com críticas duras aos media e defesa do percurso do canal
A poucos dias de a TVI celebrar 33 anos de emissões, José Eduardo Moniz assinou uma crónica no jornal Sol onde não deixou nada por dizer. Num texto marcado por um tom firme, o diretor-geral da estação de Queluz de Baixo explicou por que razão raramente concede entrevistas e aproveitou para lançar críticas contundentes à imprensa e às redes sociais. “Estou aqui para trabalhar e não para alimentar páginas de jornais e de revistas, que vivem como sanguessugas em cima das TVs”, escreveu, numa das passagens mais fortes.
O responsável máximo do canal foi mais longe e apontou o dedo ao que considera ser um ambiente mediático pouco preparado para analisar televisão. Moniz mostrou-se incomodado com “considerações sem preparação nem distanciamento” e garantiu que a sua postura de discrição é uma escolha consciente. Segundo o próprio, prefere manter-se focado na gestão e no crescimento do projeto televisivo, ignorando comentários que classifica como maldosos, invejosos ou comprometidos.
Apesar do ajuste de contas com os críticos, a crónica teve também um tom celebratório. José Eduardo Moniz destacou o percurso da TVI como um exemplo de persistência no panorama audiovisual português, sublinhando que se trata da única estação generalista com capitais exclusivamente nacionais. Enalteceu ainda o trabalho da produtora associada, a Plural, cuja ficção chega a mais de 150 países, reforçando a projeção internacional do grupo. O jornalismo da casa — incluindo a informação da CNN Portugal — mereceu igualmente elogios, sobretudo pela cobertura das recentes intempéries que atingiram o país.
A vertente solidária não ficou esquecida. O diretor recordou a campanha de Natal que permitiu angariar mais de 150 mil euros para o Hospital D. Estefânia, valor destinado à criação do serviço de transplantes pediátricos de medula. A terminar, deixou uma mensagem de resistência e adaptação: para Moniz, o futuro exige transformação constante, mas não há espaço para desistências. Uma declaração que reforça o posicionamento firme de quem continua a ser uma das figuras mais influentes da televisão portuguesa.






