A fadista tinha 79 anos e faleceu poucos dias após regressar a casa, depois de semanas internada. As reações à sua morte já começaram a surgir nas redes sociais
O mundo do fado está de luto. Morreu Maria da Nazaré Martins, aos 79 anos, uma das vozes mais respeitadas e emocionantes do fado tradicional. A notícia do seu falecimento foi avançada pela Antena 1 e confirmada pelo Museu do Fado, gerando uma onda de consternação no meio artístico e entre os muitos admiradores que acompanharam a sua carreira ao longo de décadas.
A artista encontrava-se debilitada desde o início de junho, período durante o qual esteve internada no hospital. Através da sua página oficial no Facebook, Maria da Nazaré partilhou com os seguidores o estado delicado de saúde que enfrentava. No dia 9 de junho, num desabafo emocionado, escreveu: “Sinto-me ligeiramente melhor. A primeira semana foi um pesadelo, já passei por muita coisa, mas nada que se lhe compare”. A fadista tinha regressado a casa apenas seis dias antes da sua morte, demonstrando ainda esperança na recuperação.
O falecimento da fadista provocou uma onda de comoção nas redes sociais. Várias figuras públicas já reagiram à triste notícia. Um dos primeiros a homenagear Maria da Nazaré foi o apresentador José Carlos Malato, que, com uma mensagem breve mas sentida, escreveu: “Maria da Nazaré. Boa viagem, querida”, no Instagram. Esta mensagem representa o sentimento de perda que atravessa o meio cultural português neste momento.
Com uma carreira marcada pela autenticidade e entrega à tradição fadista, Maria da Nazaré conquistou o respeito de colegas e o carinho de várias gerações de ouvintes. Atuou em palcos nacionais e internacionais e tornou-se uma referência incontornável do fado, mantendo-se fiel às suas raízes e ao estilo clássico do género musical.
A partida de Maria da Nazaré deixa um vazio na cultura portuguesa, mas o seu legado viverá através das muitas interpretações que gravou e das emoções que despertou ao longo da vida. O fado despede-se de uma das suas grandes senhoras, com a certeza de que a sua voz continuará a ecoar nas casas, ruas e corações onde se canta Portugal.







