O cantor falou das origens, dos tempos em que trabalhou num call center e das perdas familiares que mais o marcaram
Jorge Guerreiro abriu o coração no «Alta Definição», da SIC, e recordou alguns dos momentos mais marcantes da sua vida. Na entrevista, falou sobre as origens humildes, a infância numa casa cheia e o caminho exigente que percorreu até conseguir afirmar-se na música.
O cantor cresceu rodeado de família, entre irmãos, primos e tios. Sendo o mais novo de sete irmãos, Jorge Guerreiro habituou-se desde cedo a partilhar espaço e a viver com pouco, mas guarda dessa fase memórias felizes.
“Sou de uma família humilde e o mais novo de 7 irmãos. Partilhava o quarto e só tínhamos o suficiente, mas éramos felizes”, recordou, ao falar sobre os primeiros anos de vida.
Antes de conquistar o seu lugar nos palcos, Jorge Guerreiro teve outros trabalhos e chegou a passar por um call center. Nessa fase, fazia chamadas longas e nem sempre conseguia limitar-se ao papel profissional.
“Cheguei a cantar o fado para uma senhora ao telefone”, contou, recordando um episódio curioso desse período. O cantor admitiu ainda que os superiores nem sempre ficavam satisfeitos com a duração das chamadas.
“Muitas vezes os meus superiores ficavam danados comigo, porque eu passava muito tempo ao telefone com cada chamada, mas eu não conseguia ser de outra forma”, afirmou.
Apesar das dificuldades, Jorge Guerreiro nunca deixou de lutar pelo sonho de ser cantor. O percurso foi feito com esforço, persistência e a certeza de que teria de ser o primeiro a acreditar no próprio talento.
Na entrevista, o artista falou também das maiores dores que carrega na vida pessoal. Jorge Guerreiro recordou a morte do pai, vítima de doença oncológica, e a perda de um irmão, que morreu ainda bastante novo.
Entre memórias de infância, histórias de superação e marcas familiares profundas, Jorge Guerreiro mostrou um lado mais íntimo e emotivo. A entrevista deixou claro que o caminho até à música foi feito de sacrifícios, coragem e muita vontade de vencer.
Veja aqui o momento em que Jorge Guerreiro fala sobre o início da carreira e assume: “Ninguém investiu em mim, fui eu próprio que fui à luta”.






