Humorista do “Extremamente Desagradável” garante liberdade total e responde a dúvidas sobre possível censura
Joana Marques, uma das humoristas mais populares da atualidade em Portugal, voltou a estar no centro das atenções depois de esclarecer uma dúvida que há muito circula entre o público: será que trabalha com limites por estar numa rádio de inspiração católica? A criadora da rubrica Extremamente Desagradável, atualmente na Rádio Renascença, abordou o tema de forma direta e sem rodeios, reforçando a sua posição de total liberdade criativa dentro da estação.
A humorista ganhou grande notoriedade quando, em 2019, transitou da Antena 3 para a Rádio Renascença, levando consigo o seu formato satírico que rapidamente se tornou um dos mais ouvidos no panorama radiofónico nacional. Com um humor afiado, crítico e muitas vezes provocador, Joana Marques construiu uma carreira marcada pela irreverência, o que levou muitos ouvintes a questionarem se existiriam condicionantes por parte de uma emissora associada à Igreja Católica.
A questão voltou a ser levantada recentemente por Fátima Campos Ferreira no programa Primeira Pessoa, da RTP1, onde entrevistou a humorista. A jornalista quis perceber se havia algum tipo de controlo ou supervisão sobre o conteúdo humorístico, sugerindo mesmo a ideia de possíveis limitações impostas pela identidade da estação. Joana Marques respondeu de forma clara, rejeitando qualquer tipo de interferência editorial no seu trabalho diário.
Segundo a humorista, a Rádio Renascença é, na sua experiência, uma das estações que mais liberdade concede aos seus criativos e humoristas. Joana garantiu que nunca lhe foi imposto qualquer tipo de restrição e que os seus textos não são previamente validados antes de irem para o ar. Para a comunicadora, esta autonomia é um dos principais fatores que valoriza no seu percurso profissional, permitindo-lhe manter o tom satírico que a caracteriza.
Numa comparação com outras rádios, Joana Marques sublinhou ainda que, paradoxalmente, poderá existir mais pressão editorial em algumas estações não religiosas, devido à preocupação constante com a aceitação do público e com eventuais reações de marcas ou figuras públicas. A humorista reforça assim a ideia de que a liberdade criativa não depende apenas do enquadramento institucional, mas sobretudo da política editorial de cada meio de comunicação.






