A duquesa de Bragança abriu o coração sobre o casamento com D. Duarte Pio e contou como a amizade e o conhecimento mútuo foram a base de uma relação que dura há quase três décadas.
Isabel de Herédia, duquesa de Bragança, surpreendeu ao partilhar detalhes íntimos e emotivos da sua relação com D. Duarte Pio, durante uma entrevista no podcast Geração 60, conduzido pela jornalista Conceição Lino. Entre confidências, a duquesa revelou que a diferença de 21 anos entre o casal nunca representou um obstáculo, sublinhando que a verdadeira ligação sempre se baseou na amizade e no profundo conhecimento mútuo.
O romance, que culminou no icónico casamento celebrado em 1995, no Mosteiro dos Jerónimos, começou de forma inesperada. Isabel de Herédia recordou que, no início, chegou a imaginar D. Duarte Pio a casar-se com uma das suas primas, como era tradição em algumas famílias aristocráticas. No entanto, o destino mostrou-lhe que o futuro seria outro: “Como o Duarte era o meu grande amigo, nunca senti essa diferença de idade”, afirmou.
Numa das revelações mais marcantes da entrevista, Isabel recorreu a uma metáfora para descrever a relação. “Comecei a ver-me como se fosse uma cómoda cheia de gavetas. Nós, conforme as pessoas com que estamos, vamo-nos adaptando. A certa altura pensei: ‘quem é que conhece as minhas gavetas todas?’ E era o Duarte”, contou, deixando claro que a cumplicidade e a amizade foram a base do amor que os une até hoje.
Além de falar sobre o início da história de amor, a duquesa de Bragança destacou a importância da família e dos valores que procura transmitir aos filhos. Entre educação, responsabilidade e sentido de dever, Isabel de Herédia mostrou-se dedicada não apenas ao seu papel enquanto mulher de D. Duarte Pio, mas também como mãe e referência para as novas gerações da Casa de Bragança.
Com quase 30 anos de casamento, Isabel de Herédia e D. Duarte Pio continuam a ser vistos como um dos casais mais sólidos e discretos da aristocracia portuguesa. A entrevista revelou um lado mais humano e íntimo da duquesa, reforçando a ideia de que, por trás dos títulos e cerimónias, existe uma história de amor construída sobre amizade, respeito e confiança.






