Com temperaturas a ultrapassar os 40ºC, incêndios em Arouca, Penamacor e Ponte da Barca obrigam a resposta de nível 3.
Portugal enfrenta uma nova vaga de incêndios florestais em pleno pico de calor, com temperaturas que rondam os 40ºC e condições meteorológicas consideradas “extremamente difíceis” pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Esta terça-feira, foram ativados planos de emergência em vários concelhos e registados, até ao momento, sete feridos, seis dos quais foram transportados para unidades hospitalares.
Entre os incêndios mais preocupantes encontra-se o de Arouca, descrito pela ANEPC como o mais ativo e perigoso do momento. Desenvolvendo-se em zona de eucaliptal e orografia acidentada, este foco de incêndio apresenta uma libertação energética de 20 mil kW por metro, o que dificulta imensamente o combate por parte dos operacionais. Foram ativados os Planos Municipais de Emergência em Arouca, Castelo de Paiva, Penamacor e Idanha-a-Nova, perante a severidade da situação.
Já em Ponte da Barca, o incêndio que começou no Lindoso apresentou uma propagação alarmante de 1.100 metros por hora, com uma expansão de 120 hectares por hora. Apesar de estar atualmente “bastante controlado”, mantém zonas críticas que continuam inacessíveis aos meios terrestres. A área total ardida nesta região já ultrapassa os 2 mil hectares, segundo os últimos dados divulgados pela Proteção Civil.
Outro foco importante é o de Penamacor, descrito como um incêndio “completamente dominado pelo vento”, com uma velocidade de propagação de 3.500 metros por hora. Com uma taxa de expansão superior a 500 hectares por hora, já consumiu mais de 511 hectares de vegetação. O comandante Mário Silvestre alertou, no entanto, que todos os dados ainda estão sujeitos a validação técnica posterior.
No total, entre segunda-feira e as 11h00 desta terça-feira, foram registadas 175 ocorrências de incêndios em todo o território nacional, mobilizando mais de 560 operacionais e 120 veículos de combate. A Proteção Civil reforça o apelo à responsabilidade da população, pedindo que evitem qualquer uso de fogo, sigam rigorosamente as indicações das autoridades e confiem no trabalho dos profissionais no terreno. Com o calor extremo a manter-se nos próximos dias, o fator humano pode ser decisivo para travar novas tragédias.




