A morte de Francisco Pinto Balsemão, em outubro de 2025, marcou o início de um período de profundas mudanças para o Grupo Impresa…
Até ao momento do falecimento, Balsemão detinha o controlo total do grupo, que inclui a SIC e o semanário Expresso, mas tinha consciência de que a gestão familiar não seria sustentável a longo prazo, sobretudo face às dificuldades financeiras enfrentadas. Só no ano anterior, a Impresa registou um prejuízo de 66,2 milhões de euros.
Para contrariar a curva descendente, foi assinado um acordo com o grupo italiano MFE – Media for Europe, controlado pela família Berlusconi. O negócio prevê que os italianos fiquem com 32,9% da empresa, enquanto a família Balsemão mantém 33,7%. Francisco Pedro Balsemão, filho caçula, reforçou que a presença contínua da família será crucial para definir a direção estratégica do grupo e enfrentar os desafios que se avizinham.
O acordo provocou inicialmente uma valorização das ações da Impresa de 7,5%, mas dias depois os valores caíram 3,1%, refletindo a volatilidade do mercado e a complexidade da gestão compartilhada.
No plano familiar, a harmonia parece manter-se. Francisco Pinto Balsemão deixou cinco filhos de três mulheres diferentes, incluindo Francisco Maria, nascido fora do primeiro casamento. Apesar das diferenças familiares potenciais, os irmãos vivem em comunhão, com um papel determinante de Mercedes Balsemão, a viúva, na coesão e integração de todos. Francisco Pedro Balsemão sublinhou a união do clã e o desejo de honrar o legado do pai, olhando para o futuro sem se prender ao passado.
Com 2026 à porta, a Impresa inicia assim uma nova fase, marcada pela gestão partilhada com investidores internacionais, desafios financeiros e a necessidade de adaptação a um mercado mediático cada vez mais competitivo. O legado de Francisco Pinto Balsemão permanece como guia estratégico, mas a responsabilidade de sustentar e inovar o grupo passa agora para os seus filhos e para os parceiros italianos.






