Crime chocante em Antuérpia reacende debate sobre segurança nos transportes públicos. Sindicato exige medidas urgentes para proteger motoristas e passageiros
Uma tragédia sem precedentes abalou esta segunda-feira, 16 de junho, a cidade de Antuérpia, na Bélgica. Um idoso foi degolado durante um ataque com faca ocorrido no interior de um autocarro em movimento. O ataque, classificado pelas autoridades como aleatório, provocou ainda dois feridos, incluindo o motorista do veículo. O suspeito, um homem de 38 anos, foi detido pela polícia pouco depois do incidente.
O ataque deu-se por volta das 14h30 locais (13h30 em Lisboa), deixando os passageiros em estado de choque. Até ao momento, não foram identificadas ligações entre o agressor e as vítimas, o que leva as autoridades a tratar o caso como um ato isolado de violência extrema. O Ministério Público de Antuérpia já anunciou a abertura de uma investigação para apurar os motivos do crime e a eventual existência de perturbações mentais ou motivações ocultas.
O sindicato ABVV-BTB, que representa os motoristas do país, veio a público denunciar que este trágico episódio representa o culminar de uma “espiral de violência” que já se fazia sentir há algum tempo naquele percurso específico. De acordo com o sindicato, têm sido frequentes os casos de agressões físicas, insultos verbais e vandalismo, mas as autoridades e a empresa de transportes ignoram os alertas há anos.
Em resposta à escalada de violência, o sindicato exige negociações imediatas com a empresa de transportes, a câmara municipal e a polícia, com o objetivo de implementar medidas estruturais urgentes. Entre as soluções propostas estão: reforço da segurança com agentes policiais ou vigilantes nos autocarros, instalação de câmaras de videovigilância e revisão dos horários para evitar paragens em locais de risco durante horas de menor circulação.
“Basta. A segurança dos nossos condutores já não é uma questão de negociação, é uma condição absoluta”, declarou o ABVV-BTB, sublinhando que este crime não pode ser ignorado como mais um incidente, mas sim como um grito de alerta para mudanças imediatas no sistema de transporte público belga.






