Polícia investiga possível crime de tráfico de órgãos enquanto autoridades desmentem rumores sobre detenções
A Guiné-Bissau está chocada com um crime hediondo ocorrido na localidade de São Domingos, no norte do país. Uma criança, dada como desaparecida na sexta-feira, foi encontrada morta e esquartejada no dia seguinte. O relatório médico confirmou a retirada do rim direito e do coração da menor, levantando suspeitas de tráfico de órgãos. O caso, que está a ser investigado pela Polícia Judiciária, gerou grande revolta e preocupação entre a população.
De acordo com José Costa, administrador do setor de São Domingos, até o momento não há suspeitos detidos. Em declarações à rádio comunitária Kassumai, o responsável desmentiu rumores que circulavam nas redes sociais sobre a suposta captura de três pessoas no Senegal. “As informações falsas sobre a detenção de pessoas só podem estar a contribuir para despistar. Estamos a falar de um assunto doloroso para toda a gente”, afirmou.
O crime aconteceu numa região próxima à fronteira com o Senegal, um fator que levanta preocupações sobre redes de tráfico humano e de órgãos. A Liga Guineense dos Direitos Humanos manifestou-se sobre o caso, afirmando que existem indícios fortes de que a menina pode ter sido vítima desse tipo de crime. As autoridades locais estão em contacto com os governos vizinhos para tentar esclarecer os acontecimentos e encontrar os responsáveis.
A comunidade do bairro de Tchetibinhin, onde viviam os pais da vítima, foi convocada a colaborar com as investigações. José Costa apelou para que os moradores prestem qualquer informação relevante, ao mesmo tempo que pediu o fim das especulações que possam atrapalhar o trabalho da polícia. A ausência de suspeitos até ao momento tem gerado uma onda de insegurança entre os habitantes locais.
Este caso trágico expõe a vulnerabilidade das crianças na região e reacende o debate sobre a necessidade de reforçar medidas contra crimes desta natureza. A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau continua a investigação no terreno, enquanto a população clama por justiça.





