Autoridades francesas investigam os contactos do doente e garantem que, para já, não existe qualquer ligação ao surto registado no navio MV Hondius.
As autoridades de saúde francesas confirmaram a deteção de um caso importado de hantavírus andino, uma variante rara que se distingue por poder ser transmitida entre seres humanos. A infeção foi confirmada pelo Centro Nacional de Referência para o Hantavírus, do Instituto Pasteur, e está agora a mobilizar as autoridades, que já iniciaram o rastreio dos contactos do doente.
O homem, de nacionalidade franco-argentina, apresentou apenas sintomas ligeiros e encontra-se atualmente assintomático. Após uma viagem turística por França, isolou-se com a família em Espanha.
Autoridades procuram identificar contactos
Na sequência da confirmação do caso de Hantavírus, o Ministério da Saúde francês está a reconstruir o percurso realizado pelo doente durante a sua estadia em território francês para identificar pessoas que possam ter estado em contacto com ele.
Ao mesmo tempo, um grupo de especialistas reuniu-se com representantes da Direção-Geral da Saúde e da Saúde Pública de França para definir as medidas de resposta mais adequadas ao caso.
As autoridades revelaram ainda que está em curso uma coordenação com parceiros europeus para acompanhar a evolução da situação e avaliar eventuais riscos para a saúde pública.
Variante andina é diferente dos restantes hantavírus
Ao contrário da maioria dos hantavírus, que são transmitidos aos seres humanos através do contacto com roedores infetados ou com as suas secreções, a variante andina é alvo de especial vigilância por parte das autoridades sanitárias devido à possibilidade de transmissão entre pessoas.
Apesar desta característica, este tipo de transmissão é considerado raro e continua a ser cuidadosamente monitorizado pelas entidades de saúde.
Atualmente, não existe qualquer vacina nem tratamento antiviral específico para a infeção, sendo os doentes tratados com cuidados de suporte, consoante a gravidade dos sintomas.
Sem relação com o surto no MV Hondius
O Ministério da Saúde francês sublinhou que, até ao momento, não foi encontrada qualquer ligação entre este novo caso e o surto de hantavírus registado na primavera a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius.
Esse surto provocou a morte de três pessoas e infetou pelo menos outras 13. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o episódio encerrado no início de julho, após a última pessoa afetada ter terminado o período de quarentena.
Também esta quarta-feira, as autoridades francesas anunciaram que uma cidadã francesa infetada durante esse surto recebeu alta da unidade de cuidados intensivos, depois de quase três meses internada num hospital de Paris. A doente foi entretanto transferida para uma unidade de convalescença.
Apesar da confirmação deste novo caso, as autoridades francesas insistem que não existem, nesta fase, indícios de qualquer ligação entre os dois episódios e mantêm a vigilância ativa sobre a situação.






