Advogado da família revela que a irmã da vítima possui provas digitais relevantes. Declarações do filho da grávida apontam Fernando Valente como a última pessoa a estar com Mónica
O julgamento do alegado homicídio de Mónica Silva, a grávida desaparecida na Murtosa desde outubro de 2023, continua a marcar o Tribunal de Aveiro. Esta quarta-feira, 21 de maio, decorreu a terceira sessão, marcada pela audição de familiares diretos da vítima, entre eles as irmãs Sara e Sandra Silva, o pai Alfredo Silva, e uma sobrinha de 17 anos. O ambiente em tribunal foi tenso, com emoções à flor da pele e revelações importantes.
De acordo com o advogado da família, António Falé de Carvalho, uma das testemunhas-chave será Sara Silva, irmã gémea da vítima, que possui “a maior prova digital relativamente à Mónica Silva”, elemento que poderá ser crucial no processo que envolve Fernando Valente, o alegado amante e principal suspeito do homicídio.
Durante a sessão da manhã, estava prevista a audição de uma inspetora da Polícia Judiciária, mas acabou por ser ouvida Sandra Silva, irmã mais velha da vítima. Apesar de admitir não conhecer os detalhes da relação entre Mónica Silva e o arguido, Sandra fez questão de destacar um ponto fundamental: segundo o filho de Mónica, Fernando Valente foi a última pessoa a estar com a mãe antes do seu desaparecimento.
À saída do tribunal, António Falé de Carvalho referiu ainda que a mãe da vítima será ouvida na sessão de quinta-feira. O advogado mostrou-se confiante com o rumo do julgamento e sublinhou que os depoimentos dos inspetores da PJ, ainda por ouvir, “poderão acrescentar algo relevante à investigação em curso”.
O caso continua a gerar forte comoção pública, não só pela brutalidade das acusações, mas também pelo mistério que ainda envolve o paradeiro do corpo de Mónica Silva, desaparecida há mais de sete meses. O Ministério Público acredita que Fernando Valente terá assassinado a jovem para evitar assumir a paternidade da criança que ela esperava.






