Francisca dos Santos continua no centro de um caso em que várias questões permanecem por esclarecer
Na noite de 20 de junho de 2025, uma mulher de 44 anos foi vista pela última vez na varanda de casa, em Tabuaço, distrito de Viseu. Cidadã brasileira, vivia há vários anos em Portugal e trabalhava como cozinheira num restaurante. Presume-se que tenha saído para colocar o lixo na rua, mas nunca mais regressou.
Dentro da habitação ficaram as luzes acesas, a televisão ligada, o computador e vários documentos. O telemóvel e as chaves de casa foram os únicos objetos que desapareceram com ela.
O corpo foi encontrado meses depois
Durante oito meses, o paradeiro permaneceu desconhecido. Em fevereiro de 2026, trabalhadores encontraram restos mortais numa zona de mato junto ao cemitério de Tabuaço, a cerca de 100 metros do local onde a mulher tinha desaparecido.
Em abril, os testes de ADN confirmaram oficialmente que os restos mortais pertenciam a Francisca dos Santos.
Apesar da identificação, continuaram por esclarecer as circunstâncias da morte.
A causa da morte continua por esclarecer
A autópsia não permitiu determinar a causa exata da morte, devido ao avançado estado de degradação dos tecidos. A Polícia Judiciária mantém várias linhas de investigação.
Entre as hipóteses estão a possibilidade de crime, um acidente fatal ou causas naturais. Segundo a informação divulgada sobre o caso, a investigação aponta para uma possível motivação passional.
O inquérito permanece em segredo de Justiça e, até ao momento, ninguém foi detido.
As pistas que surgiram durante a investigação
Entre os elementos analisados está a relação com Luís Jesus, apresentado como namorado de Francisca. O homem foi interrogado pela Polícia Judiciária, mas nunca foi detido.
Segundo as informações divulgadas, Luís Jesus teria dito a Francisca que era médico, embora trabalhasse como cantoneiro e mantivesse uma relação com outra mulher, com quem vivia em Loures.
Foi também divulgado que o cartão da conta bancária onde Francisca recebia o ordenado desapareceu e que vários ficheiros e emails foram apagados do seu computador.
Na casa arrendada foram ainda encontradas uma nota deixada numa Bíblia e uma carta na qual surgia a palavra “desilusão”. Estes elementos foram divulgados no âmbito do caso, mas não permitem determinar, por si só, as circunstâncias da morte.
A família continua à espera de respostas
Quando se assinalou um ano sobre o desaparecimento, duas advogadas brasileiras que acompanham a família apelaram ao Ministério Público para que fossem dadas informações sobre o estado da investigação.
As advogadas afirmaram ter tentado contactar o Ministério Público e a Polícia Judiciária, pedindo mais informação sobre o processo.
A família continua à espera de respostas sobre as circunstâncias da morte e sobre o que aconteceu na noite em que Francisca desapareceu.





