Passageiros do cruzeiro são repatriados e enviados para quarentena; autoridades internacionais acompanham situação com atenção
As autoridades francesas confirmaram um novo caso de infeção por hantavírus numa passageira retirada do navio de cruzeiro MV Hondius. A informação foi avançada pela ministra francesa da Saúde, Stéphanie Rist, que revelou que a mulher foi evacuada durante a operação realizada ao longo do fim de semana.
O navio chegou no domingo ao porto de Granadilla de Abona, na ilha de Tenerife. A partir desse momento, os passageiros começaram a ser encaminhados para os respetivos países de origem, onde serão submetidos a exames médicos e a um período de isolamento preventivo, de acordo com os protocolos definidos pelas autoridades sanitárias.
Entretanto, o Ministério da Saúde de Espanha confirmou que os dois casos suspeitos inicialmente identificados no país tiveram resultado negativo. A decisão de manter vigilância apertada sobre os passageiros pretende reduzir o risco de propagação e garantir que eventuais sintomas sejam detetados e acompanhados de forma célere.
Nos Estados Unidos, as autoridades de saúde informaram que um dos passageiros apresenta sintomas ligeiros, enquanto outro registou um resultado de PCR considerado “ligeiramente positivo” para o vírus dos Andes, uma variante do hantavírus associada sobretudo à América do Sul. Ambos os casos continuam sob observação clínica.
O hantavírus é uma infeção viral rara transmitida principalmente pelo contacto com excrementos ou urina de roedores. Embora não sejam frequentes surtos em navios de cruzeiro, a situação envolvendo o MV Hondius está a ser acompanhada por várias autoridades internacionais de saúde, numa operação coordenada para assegurar o regresso seguro de todos os passageiros e a prevenção de novos casos.






