Filipa Torrinha analisou a nova série de Ângelo Rodrigues e criticou a falta de complexidade neste tipo de produções digitais
Ângelo Rodrigues prepara-se para abraçar um novo desafio profissional no Brasil. O ator integra o elenco de “Ligados pela Honra”, uma série gravada em formato vertical e produzida para a plataforma ReelShort Brasil, com uma narrativa pensada para consumo rápido nas redes sociais.
A nova aposta do ator esteve em destaque no programa “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras, onde o formato e a evolução da ficção digital foram analisados pelos comentadores.
Liliana Campos explicou que a produção aposta numa história que junta romance, intriga, crime e cenas sensuais, uma fórmula direcionada para o público que acompanha este tipo de ficção.
David Motta destacou ainda que esta tendência tem vindo a ganhar espaço na indústria do entretenimento, comparando-a aos “romances de cordel da contemporaneidade”.
Apesar de reconhecer o sucesso profissional de Ângelo Rodrigues, Filipa Torrinha mostrou uma opinião diferente sobre esta tendência da ficção. A comentadora explicou que estava feliz pelo novo desafio do ator, mas deixou críticas ao formato e à forma como este tipo de produções chega ao público.
“Fico feliz que o Ângelo esteja feliz, ou o Ângelo estiver feliz com este projeto, eu estou feliz por ele”, afirmou a comentadora.
“Não consigo olhar para estes episódios e não fazer uma mini análise que seja sobre o que é que isto diz da nossa sociedade. Isto é uma estupidificação do público”, disse a comentadora no programa da SIC Caras.
A comentadora comparou ainda este modelo de ficção ao consumo rápido de outros produtos, defendendo que existe uma perda de qualidade e profundidade nas histórias.
“A fast food está para a comida como isto está para a cultura. Aliás, eu acho que isto está abaixo da fast food”, acrescentou.
Comentadora fala em perda de subtileza e aponta caminho “por um precipício”
Para Filipa Torrinha, este formato privilegia a rapidez de consumo e acaba por deixar de lado elementos como a subtileza e a complexidade na representação. A comentadora explicou a sua visão sobre estas produções:
“Nós conseguimos perceber que aqui eles fazem uma técnica de representação que é muito assente na máscara, que é que tens muitas expressões faciais, ser uma coisa que agarra muito o público muito rapidamente e não há subtileza e não há sofisticação e não há o mínimo de complexidade. (…) Acho que isto revela que estamos aí por um caminho, por um precipício”, concluiu Filipa Torrinha.






