Psicóloga critica exposição de criança nas redes sociais
A mais recente emissão do programa “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras, trouxe para debate uma polémica que está a gerar forte reação nas redes sociais. Em causa está um vídeo partilhado — e entretanto apagado — por Rebeca Caldeira, influenciadora digital, onde surgia a gravar conteúdo com o filho e mostrava um momento em que a criança lhe batia. O excerto gerou uma onda de críticas, levando a criadora de conteúdos a remover a publicação e a deixar uma explicação aos seguidores.
O tema foi comentado em estúdio por Filipa Torrinha Nunes, que adotou um tom sério e visivelmente incomodado ao abordar a situação. A comentadora e psicóloga destacou que, apesar de muitos pais afirmarem querer proteger os filhos da exposição digital, continuam a partilhar momentos íntimos e emocionalmente sensíveis das crianças online. Para Filipa, este tipo de partilha ultrapassa limites importantes relacionados com a privacidade e os direitos dos menores.
“Eu acho isto pornográfico, isto choca-me, isto faz-me mal ver”, afirmou, sublinhando que a questão não é pessoal contra Rebeca Caldeira, mas sim um problema mais amplo da exposição infantil nas redes sociais. A psicóloga frisou que a criança não escolheu ter presença digital e que o seu anonimato “está a ser roubado”, alertando para as consequências futuras que este tipo de exposição pode trazer, tanto a nível emocional como social.
Filipa Torrinha Nunes foi ainda mais longe ao defender que os pais não devem normalizar este tipo de conteúdos, especialmente numa era em que existe cada vez mais informação sobre os riscos da sobre-exposição online. A comentadora apelou à responsabilidade parental e reforçou que as crianças são indivíduos com direitos próprios, cuja imagem e intimidade devem ser protegidas acima de qualquer estratégia de visibilidade ou engagement nas redes sociais.
Pode ver o o momento, à 1 hora e 5 minutos.
Pode ver a seguir a partilha (que entretanto foi editado):






