Menor que matou a vereadora em Vagos é internado em regime fechado por três anos após decisão do tribunal de Aveiro
O caso que chocou o país conheceu novos desenvolvimentos esta sexta-feira, com a leitura da sentença no Tribunal de Família e Menores de Aveiro. O filho da vereadora Susana Gravato, acusado de a ter morto em outubro de 2025, foi condenado a uma medida tutelar educativa de internamento em centro educativo, em regime fechado, por um período de três anos.__Saiba mais sobre o caso aqui.
Segundo foi revelado em direto no programa Dois às 10, pela repórter Leonor Lazera Araújo, a decisão poderá ser revista de seis em seis meses, dependendo da evolução do jovem. Ainda assim, o tribunal considerou que a gravidade dos factos exige uma intervenção prolongada, tendo em conta o comportamento demonstrado pelo menor ao longo do processo.
Durante a leitura da sentença, a juíza deu como provado que o jovem disparou duas vezes sobre a mãe, atingindo-a mortalmente na cabeça. O relato dos momentos finais da vítima revelou contornos particularmente chocantes, com Susana Gravato ainda consciente após o primeiro disparo, antes de ser atingida novamente de forma fatal.
Um dos aspetos que mais marcou a decisão judicial foi a avaliação do comportamento do menor, descrito como frio e sem sinais de arrependimento. O tribunal concluiu que o jovem não demonstrou consciência da gravidade do crime cometido, reforçando a necessidade de acompanhamento intensivo. O caso continua a gerar forte comoção e debate público, não só pela violência dos factos, mas também pela complexidade emocional e social envolvida.__Saiba mais sobre o caso aqui.





