Tribunal de Família e Menores de Aveiro aplicou a medida máxima ao adolescente que matou a mãe em outubro de 2025…
O Tribunal de Família e Menores de Aveiro condenou esta sexta-feira o filho de Susana Gravato à medida tutelar máxima de três anos de internamento em regime fechado. O jovem, que tinha 14 anos à data dos factos, confessou ter matado a mãe na casa da família, em outubro de 2025.
O caso, que chocou o país, decorreu à porta fechada por se tratar de um menor. Durante o processo, o Ministério Público pediu precisamente a aplicação da medida mais gravosa prevista na lei para jovens entre os 12 e os 16 anos, enquanto a defesa tentou que o internamento transitasse para um regime semiaberto com acompanhamento psiquiátrico.
Segundo os elementos apurados pela investigação, o adolescente utilizou uma arma pertencente ao pai, decorou o código do cofre onde esta se encontrava guardada e simulou um assalto para tentar encobrir o crime. Depois do homicídio, ocultou a arma na campa dos avós e inventou uma versão envolvendo assaltantes encapuzados.
Os relatórios periciais afastaram a existência de doença psiquiátrica grave, mas apontaram traços psicopáticos significativos. O tribunal considerou ainda relevante a ausência de remorso demonstrada pelo jovem ao longo do processo, entendendo que necessita de uma intervenção prolongada e intensiva.
Susana Gravato, de 49 anos, era vereadora da Câmara de Vagos e foi encontrada mortalmente ferida na residência da família. A sua morte gerou forte comoção na região e abriu um dos processos judiciais mais mediáticos dos últimos anos envolvendo um menor em Portugal.





