Testemunho foi prestado esta segunda-feira para efeitos de memória futura. Jovem apresentou registos de chamadas atribuídas a número secreto de Fernando Valente
O julgamento pela morte de Mónica Silva, conhecida como a “grávida da Murtosa”, teve esta segunda-feira, ênfase no testemunho do filho mais velho da vítima. O jovem foi ouvido em Tribunal de Aveiro para efeitos de memória futura, numa audiência marcada por revelações impactantes relacionadas com a alegada paternidade do bebé que Mónica carregava.
Durante o seu depoimento, o filho de Mónica Silva afirmou, perante a juíza de instrução criminal, que a mãe lhe revelou que Fernando Valente era o pai da criança. Este detalhe pode ser determinante no processo judicial, onde Valente é julgado pela morte da jovem grávida, cujo desaparecimento chocou o país em 2023.
O jovem apresentou ainda elementos materiais para reforçar as suas declarações, mostrando ao tribunal registos de chamadas telefónicas feitas por Fernando Valente a partir de um número secreto. Estas chamadas teriam ocorrido nas vésperas do desaparecimento de Mónica, o que levanta suspeitas sobre a tentativa de ocultar contactos com a vítima.
Para além do filho da vítima, também foi ouvido um casal de pescadores, que garante ter avistado Mónica Silva e Fernando Valente juntos na madrugada do seu desaparecimento, na localidade da Torreira. Este testemunho pode reforçar a acusação sobre a proximidade entre os dois nas horas críticas que antecederam o desaparecimento da jovem.
O julgamento prossegue com elevada expectativa pública, uma vez que o caso mistura questões de paternidade, suspeitas de feminicídio e tentativa de encobrimento. As próximas audições prometem lançar ainda mais luz sobre a trágica morte de Mónica Silva, cuja família continua a clamar por justiça.






