Sem rasto de Francisca há meio ano: família desespera e critica falta de avanços na investigação
Passados seis meses sobre o desaparecimento de Francisca Santos, cozinheira brasileira de 44 anos que vivia em Tabuaço, a família continua sem respostas e denuncia a falta de informação por parte das autoridades. A mulher saiu de casa na noite de 20 de junho, apenas para levar o lixo à rua, e nunca mais regressou. Desde então, não houve qualquer pista sólida que permita localizar Francisca.
Foi o patrão quem deu o alerta às autoridades no dia seguinte, depois de estranhar a ausência da funcionária. O caso passou rapidamente para a Polícia Judiciária, mas os familiares afirmam que continua tudo “em aberto” e sem avanços significativos. António Santos, irmão da desaparecida, lamenta o silêncio: “Parece que não têm pistas, não nos dizem nada”, declarou ao CM, visivelmente frustrado e cansado da incerteza que se arrasta há meio ano.
Um dos primeiros focos da investigação foi o relacionamento extraconjugal que Francisca mantinha com um homem casado. O companheiro foi ouvido várias vezes, bem como foram realizadas buscas e verificações às suas rotinas. Contudo, segundo fonte próxima do caso, não há qualquer indício que o relacione ao desaparecimento, deixando os investigadores novamente sem rumo.
O telemóvel de Francisca, que levou consigo quando saiu de casa, desligou-se pouco tempo depois de ter sido vista por uma vizinha. O computador pessoal foi igualmente apreendido e submetido a perícias forenses, mas até agora não surgiu qualquer resultado relevante que possa ajudar a reconstruir os últimos passos da cozinheira.
Enquanto isso, o mistério adensa-se e a família continua a viver num sofrimento constante, sem respostas e sem sinais da mulher que desapareceu sem deixar rasto. Para já, o caso permanece aberto na Polícia Judiciária, mas a angústia cresce à medida que os meses passam e nada muda.






