Morreu a jornalista, escritora e figura incontornável da comunicação social portuguesa Maria João Rolo Duarte. A informação foi confirmada por fonte próxima da família

Nascida em Lisboa, Maria João Rodrigues Madeira Rolo Duarte destacou-se como uma mulher à frente do seu tempo. Em 1956, tornou-se a primeira mulher portuguesa a assinar uma coluna desportiva no Mundo Desportivo, uma conquista notável num meio tradicionalmente dominado por homens. Pela sua carreira pioneira, viria a ser homenageada pelo Comité Olímpico de Portugal (COP) em 2020.
A sua trajetória no jornalismo foi ampla e diversificada: trabalhou na Federação Portuguesa de Patinagem, escreveu para o semanário Parada da Paródia (1960-1962), e foi chefe de redação da revista ‘Donas de Casa’, onde viu muitos dos seus textos serem censurados.
O seu nome ficou também associado a publicações como ‘Tele Semana’, onde exerceu funções de direção editorial, à revista de banda desenhada ‘O Jacaré’, e ao semanário se7e. Colaborou ainda com alguns dos mais importantes jornais portugueses como A Capital, A Bola e Jornal de Notícias.
Multifacetada, foi autora das letras do disco de adivinhas Qual É a Coisa Qual É Ela (1979), interpretado por Lena d’Água, e mais recentemente, assinou uma série de biografias na revista Tempo Livre, do Inatel.
Maria João Rolo Duarte deixa um legado vasto, feito de palavras, pioneirismo e resistência cultural. Do seu casamento com o jornalista e humorista António Rolo Duarte, teve três filhos: António Manuel Rolo (editor fonográfico), Fátima Rolo Duarte (designer) e o falecido Pedro Rolo Duarte, também jornalista e figura pública amplamente reconhecida.






