Detonação ocorreu na cidade de Al-Mayadin, no leste da Síria
Uma poderosa explosão abalou uma esquadra da polícia na cidade de Al-Mayadin, situada na província de Deir ez-Zor, no leste da Síria, durante a manhã deste domingo, 18 de maio. De acordo com a agência de notícias estatal síria, pelo menos três pessoas morreram no local e várias outras ficaram feridas, algumas delas em estado considerado crítico.
Fontes locais, citadas pela Reuters, confirmam que a explosão causou destruição significativa dentro do edifício da polícia, tendo danificado também estruturas adjacentes. O incidente gerou pânico entre os residentes da zona, que relataram ouvir um forte estrondo seguido por fumo intenso a sair da esquadra. Os feridos foram rapidamente transportados para hospitais da região, onde continuam a receber assistência médica.
Embora ainda não tenha sido confirmada a origem do ataque, suspeita-se que tenha sido causada por um engenho explosivo plantado dentro ou nas imediações da esquadra. A cidade de Al-Mayadin, outrora um bastião do autoproclamado Estado Islâmico, tem sido palco de vários ataques esporádicos contra forças de segurança, mesmo após a reconquista do território por parte das forças sírias e seus aliados.
As autoridades sírias já iniciaram uma investigação para apurar os responsáveis pela explosão. Unidades especializadas foram mobilizadas para garantir a segurança do local e impedir novas ações. Até ao momento, nenhum grupo reivindicou o ataque, mas o padrão é semelhante a ações anteriormente atribuídas a células adormecidas do Daesh (ISIS), que continuam a operar na região com o objetivo de desestabilizar instituições estatais.
Este novo ataque vem reacender preocupações sobre a frágil estabilidade nas zonas libertadas do domínio jihadista, especialmente em áreas onde a presença das forças de segurança é alvo frequente de atentados. A comunidade internacional continua a alertar para a necessidade de reforço das medidas de segurança e de esforços de reconstrução nas regiões afetadas pela guerra civil, que já dura há mais de uma década.





