Caso envolve dezenas de agentes e reacende polémica sobre abusos de poder em Lisboa
O nome de Nininho Vaz Maia volta a surgir associado a um caso judicial, desta vez devido à detenção do seu irmão, Mário Vaz Maia. O agente da PSP integra o grupo de dezenas de polícias detidos no âmbito de uma investigação sobre alegadas agressões a detidos em esquadras de Lisboa.
Segundo informações avançadas, os suspeitos encontram-se nas instalações do Comando Metropolitano de Lisboa, onde aguardam para serem presentes a juiz de instrução criminal. Em causa estão suspeitas graves, incluindo crimes de tortura, abuso de poder e, em alguns casos, alegações ainda mais pesadas relacionadas com violações de direitos humanos.
Este não é um caso isolado. Desde 2025, têm sido realizadas várias operações relacionadas com denúncias de maus-tratos em esquadras como as do Rato e Bairro Alto. Algumas dessas investigações já resultaram em detenções anteriores e processos judiciais em curso no Tribunal Central de Instrução Criminal, evidenciando um padrão preocupante dentro de certas estruturas policiais.
A nova operação, realizada a 5 de maio, levou à detenção de mais 15 agentes da PSP e ainda um segurança de uma discoteca, ampliando a dimensão do caso. As autoridades continuam a investigar o grau de envolvimento de cada suspeito, podendo o processo evoluir para acusações formais por parte do Ministério Público.
Para o cantor Nininho Vaz Maia, esta situação surge cerca de um ano depois de também ter enfrentado um período delicado, quando foi alvo de buscas no âmbito de suspeitas relacionadas com tráfico internacional de droga — um processo cujo desfecho ainda dependia de diligências adicionais. Agora, o foco recai sobre o irmão, num caso que está a gerar forte indignação pública e a colocar novamente a atuação policial sob escrutínio.






