Presidente dos EUA nunca teve diagnóstico de cancro até à última semana, aumentando o escrutínio sobre o seu estado de saúde
A Casa Branca divulgou recentemente novos detalhes sobre o diagnóstico de cancro do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, numa tentativa de responder ao crescente escrutínio público sobre a sua saúde e à especulação de que a doença pudesse estar num estado avançado sem ter sido detetada atempadamente.
De acordo com a equipa médica do Presidente, o último exame conhecido à próstata realizado por Joe Biden ocorreu em 2014, quando ainda não ocupava a presidência. Desde então, não há registos públicos de exames urológicos detalhados, facto que tem alimentado dúvidas quanto à vigilância regular do seu estado de saúde ao longo dos últimos anos.
Importa sublinhar que até à semana passada, Biden nunca tinha recebido qualquer diagnóstico de cancro. Esta revelação gerou surpresa e preocupação tanto nos meios políticos como entre a população norte-americana, especialmente tendo em conta a idade avançada do Presidente e o peso das exigências do cargo.
A administração norte-americana garante que está a ser completamente transparente em relação ao estado de saúde de Biden, adiantando que a deteção foi feita numa fase considerada “inicial” e que todos os tratamentos necessários estão a ser aplicados de forma célere. As autoridades médicas associadas à presidência indicam que será feita uma nova bateria de exames para garantir um controlo rigoroso da evolução clínica.
Este novo episódio promete continuar a marcar a narrativa política nos Estados Unidos, a poucos meses das eleições presidenciais de 2024, onde Biden é candidato à reeleição. A saúde do Presidente será, inevitavelmente, um dos temas centrais em debate, com muitos eleitores a exigirem garantias quanto à sua capacidade para exercer funções durante mais um mandato.






