O que começou como uma simples entrevista no programa ‘Verdade ou Consequência’, da CNN Portugal, transformou-se numa verdadeira tempestade mediática…
André Ventura, presidente do Chega e candidato à Presidência da República, abandonou o estúdio a meio da emissão, em protesto contra as perguntas dirigidas por André Carvalho Ramos e outros comentadores. A tensão atingiu o auge quando Pedro Costa, filho do ex-primeiro-ministro António Costa, questionou o político: “Porque berra tanto?”, numa questão enviada pelo público. Visivelmente incomodado, Ventura reagiu: “Para mim acabou! Para estes ataques não estou disponível.”, retirando-se de imediato.
No rescaldo, Rita Matias, deputada do Chega, reacendeu um episódio polémico da vida pessoal do jornalista André Carvalho Ramos, sugerindo que este teria antecedentes de violência doméstica. O caso remonta a 2019, quando Emanuel Monteiro, então companheiro de Ramos, o acusou de agressões durante a relação. A denúncia, tornada pública nas redes sociais, deu início a um processo que terminou em 2020 com a condenação de André Carvalho Ramos por três crimes de ofensa à integridade física simples — sem prova de violência doméstica continuada, como alegado.
Apesar da condenação parcial, o tribunal destacou incoerências no relato da acusação. Na altura, Ramos refutou as alegações de violência doméstica, dizendo: “Emanuel Monteiro mentiu e o próprio tribunal apontou-lhe incoerências que fragilizaram de forma irreversível a sua versão dos factos.”
Contactado pela TV Guia, o jornalista escusou-se a comentar a polémica agora reavivada. Contudo, reagiu com um vídeo nas redes sociais onde desmonta as declarações de Rita Matias, vídeo esse que rapidamente se tornou viral.
Com 14 anos de carreira na TVI e agora na CNN, André Carvalho Ramos é uma figura respeitada no jornalismo nacional. Nas redes sociais, mostra orgulho pelo percurso feito: “Fiz-me homem na TVI”, escreveu recentemente numa publicação comemorativa, refletindo sobre a sua evolução pessoal e profissional.
O episódio levanta dúvidas sobre os limites do confronto político em televisão e expõe, mais uma vez, o equilíbrio delicado entre liberdade de expressão, vida pessoal e responsabilidade jornalística.






