Mariana Fonseca está em cela individual e psicologicamente fragilizada após regresso forçado a Portugal
A enfermeira Mariana Fonseca já se encontra no Estabelecimento Prisional de Tires, onde foi colocada numa cela individual após a sua extradição da Indonésia. A reclusa deverá permanecer isolada durante 14 dias antes de ser integrada na restante população prisional.
Detida em Jacarta, Mariana acabou por ser deportada depois de o seu visto de trabalho ter sido revogado, passando a estar em situação ilegal naquele país. A operação contou com escala em Singapura, antes da chegada ao Aeroporto de Lisboa.
Condenada a 23 anos de prisão pelo homicídio de Diogo Gonçalves, crime cometido em 2020, a mulher esteve em fuga durante vários meses, resistindo até ao fim a regressar a Portugal para cumprir a pena.
Segundo o advogado António Falé de Carvalho, Mariana encontra-se “muito mal” a nível psicológico, após todo o processo de detenção e extradição. Ainda assim, manteve contacto regular com a família enquanto esteve num centro de detenção na Indonésia.
O caso, que chocou o país pela violência — incluindo o desmembramento do corpo da vítima — volta agora a ganhar destaque, numa fase em que a condenada inicia o cumprimento efetivo da pena em território nacional.





