Ex-concorrente regressa ao Brasil no Natal, faz balanço da experiência e lamenta falta de oportunidades profissionais após a saída do reality show
Diogo Bordin decidiu afastar-se temporariamente de Portugal e regressar ao Brasil para passar a quadra natalícia junto da família, numa altura em que admite estar emocionalmente cansado e desiludido com o rumo que a sua carreira tomou após o Big Brother. Em declarações à TV Guia, o modelo confessou que a pausa serve para “limpar a cabeça” e recuperar energias, rodeado dos pais, da irmã e das sobrinhas, depois de meses intensos vividos em Lisboa. Apesar de planear ficar cerca de um mês, não descarta um regresso antecipado caso surjam projetos profissionais concretos.
O ex-concorrente destacou o papel fundamental da família no período pós-reality, assumindo que a visita dos pais a Portugal foi decisiva para a sua estabilidade emocional. “Nem imagino o que teria sido sem eles”, confessou, explicando que o apoio familiar lhe permitiu enfrentar melhor a fase de adaptação após a exposição mediática. Diogo Bordin sublinhou ainda que, apesar de manter uma relação próxima com António, faz questão de construir o seu percurso de forma autónoma, sem depender de favores ou influências externas.
No entanto, o balanço profissional em Portugal está longe de ser positivo. Diogo revelou-se surpreendido — e frustrado — com a reação do mercado nacional após a sua participação no Big Brother, confessando que muitas marcas optaram por não se associar à sua imagem. “Assim que saí, houve muitas marcas que não se quiseram ligar a mim por ter estado num reality”, lamentou, assumindo que entrou no programa sem plena noção das consequências que isso poderia ter na sua carreira, sobretudo na área da representação.
A comparação com o Brasil surge de forma inevitável nas palavras do modelo. Segundo Diogo Bordin, no seu país natal a passagem por realities tende a abrir portas, com convites para campanhas publicitárias, parcerias e até novos projetos televisivos. Em Portugal, sentiu que o foco se desviou do talento para a polémica e a especulação. “Focou-se tudo mais nas fofocas do que no trabalho”, concluiu, deixando claro que esta experiência marcou profundamente a forma como encara o meio artístico e o futuro profissional.






