Instabilidade nas arribas de Almada volta a gerar alarme após novo episódio provocado pelo mau tempo
Um novo deslizamento de terras ocorrido durante a madrugada na Costa da Caparica provocou danos significativos em habitações e obrigou ao realojamento de moradores. Três casas ficaram soterradas após a derrocada registada na Rua Duarte Pacheco Pereira, enquanto cerca de 20 pessoas de edifícios próximos tiveram de abandonar as suas residências por precaução, segundo informações da Proteção Civil.
De acordo com as autoridades, o alerta foi dado pelas 01h15 e mobilizou vários meios de emergência, incluindo os bombeiros, o Serviço Municipal de Proteção Civil e a Guarda Nacional Republicana. As três habitações atingidas já estavam previamente evacuadas devido ao risco identificado, mas a terra acabou por invadir divisões das casas, agravando os danos estruturais.
Os moradores retirados foram encaminhados para alojamento temporário no parque de campismo da Fundação Inatel, enquanto as autoridades avaliam a estabilidade da zona. A presidente da câmara, Inês de Medeiros, já tinha admitido que muitas famílias desalojadas por anteriores deslizamentos poderão não regressar às suas habitações, dada a persistência do risco geológico.
Para monitorizar a evolução das arribas e prevenir novos incidentes, a autarquia mantém equipas técnicas no terreno, incluindo especialistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que acompanham a estabilidade da vertente ribeirinha e da arriba fóssil. O município solicitou ainda apoio do Laboratório Nacional de Engenharia Civil para reforçar os estudos técnicos e as medidas de mitigação.
Desde o início das recentes intempéries que têm afetado várias regiões de Portugal, o concelho de Almada tem registado sucessivos movimentos de massa, com impacto direto em habitações, infraestruturas e segurança pública. As autoridades continuam a acompanhar a situação de perto, alertando para a necessidade de vigilância permanente nas zonas mais vulneráveis e reforçando os apelos à população para respeitar as zonas interditas.





