Telemóvel da filha de Delfina Cruz está “congelado” no centro das Caldas da Rainha; “Análise Criminal” avança hipótese de crime e relata ciúmes na relação recente
O programa “Casa Feliz”, da SIC, revelou esta quinta-feira pormenores cruciais sobre o desaparecimento de Maria Custódia Amaral. Através do repórter Luís Maia, a estação de Paço de Arcos apresentou uma reconstituição detalhada do dia 19 de janeiro, data em que a consultora imobiliária foi vista pela última vez na Lourinhã.
A investigação da SIC aponta para um cenário de incerteza, onde as autoridades já não descartam a hipótese de intervenção de terceiros, ou seja, a possibilidade de ter ocorrido um crime.
A manhã do desaparecimento: Pequeno-almoço e ciúmes
Segundo o que foi avançado em direto, a manhã de segunda-feira começou com uma rotina normal. Maria tomou o pequeno-almoço com o namorado — que tinha pernoitado na sua casa, embora não fosse a sua habitação habitual.
A SIC revelou um detalhe importante sobre esta relação, que tem apenas alguns meses: o namoro seria pautado por “episódios de manifestações de ciúme” por parte do homem. Foi Maria quem o foi deixar a casa após a refeição, antes de seguir para o seu compromisso profissional.
A última angariação confirmada
Luís Maia esclareceu uma dúvida que pairava na investigação: Maria Custódia chegou efetivamente a realizar o seu trabalho.
- Esteve com os proprietários de uma casa na localidade de Paço (Lourinhã) para angariar o imóvel para a sua agência;
- Saiu dessa reunião em direção às Caldas da Rainha, onde fica a agência imobiliária onde trabalhava.
O mistério do telemóvel no centro da cidade
Um dos dados mais inquietantes revelados pela SIC prende-se com a localização celular. O sinal do telemóvel da consultora não saiu das Caldas da Rainha desde o dia do desaparecimento.
“O telefone está localizado num raio de cerca de um quilómetro quadrado, no centro da cidade das Caldas da Rainha. Mas nem ela, nem o telefone, nem o carro foram encontrados”, detalhou Luís Maia, sublinhando o impasse nas buscas.
Participação feita por namorado e colega
Outro dado revelado pela SIC foi o momento em que as autoridades foram alertadas. A participação no posto da GNR da Lourinhã foi feita apenas na terça-feira, a seguir ao almoço, por duas pessoas em conjunto: o namorado e um colega de trabalho da desaparecida.
A SIC mantém-se a acompanhar o caso no terreno, enquanto as autoridades tentam perceber como é que uma mulher e um veículo podem “desaparecer” dentro de um raio de um quilómetro quadrado numa zona urbana movimentada.






