Ventos fortes, chuva intensa e risco de cheias mantêm o país sob situação de calamidade
Portugal continua a ser afetado pela depressão Marta, que nas próximas horas deverá deslocar-se para o norte do País, agravando as condições meteorológicas adversas. Estão previstos ventos que podem atingir os 100 km/h, forte agitação marítima, precipitação intensa e queda de neve nas zonas de maior altitude. Perante este cenário, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até 15 de fevereiro.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil emitiu vários alertas à população, sobretudo devido ao risco elevado de cheias, inundações e deslizamentos de terras. As autoridades recomendam especial cautela junto a linhas de água, zonas costeiras e áreas florestais, apelando à adoção de comportamentos preventivos e ao acompanhamento das informações oficiais.
Este novo episódio de mau tempo insere-se num verdadeiro “carrossel meteorológico”, resultante de um chamado “comboio de depressões” que tem atingido Portugal de forma consecutiva. Após a passagem das depressões Goretti, Ingrid, Joseph, Kristin e Leonardo, é agora a vez da depressão Marta provocar impactos significativos em várias regiões do território continental.
Entre as principais consequências materiais registadas estão a queda de árvores e de estruturas, o corte ou condicionamento de estradas, bem como perturbações nos serviços de transporte, em especial nas linhas ferroviárias. Vários estabelecimentos de ensino foram encerrados por precaução, e têm-se verificado interrupções no fornecimento de energia elétrica, água e comunicações em algumas localidades.
As autoridades reforçam que a situação permanece em evolução, apelando à população para evitar deslocações desnecessárias, assegurar a limpeza de sistemas de drenagem e garantir a fixação de objetos soltos. O acompanhamento permanente da evolução da depressão Marta será determinante para minimizar riscos e proteger pessoas e bens, numa fase em que o país continua sob forte pressão meteorológica.




