Com a chegada da tempestade, autoridades pedem máxima cautela e recordam vítimas das depressões anteriores
A depressão Marta promete trazer novos desafios para Portugal, após as consequências devastadoras das tempestades Kristin e Leonardo. Esta sexta-feira, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, alertou a população para a necessidade de manter “um comportamento seguro”, face à previsão de chuva intensa e ventos que podem atingir 100 km/h durante a madrugada e ao longo do dia. Segundo o responsável, apesar de algum desagravamento da precipitação, os efeitos da tempestade podem ser severos, especialmente nas regiões Centro, Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo.
O alerta das autoridades surge num contexto já marcado por tragédia. Desde a semana passada, 13 pessoas morreram em Portugal devido às depressões anteriores, que provocaram ainda centenas de feridos, desalojados e enormes prejuízos materiais. Casas, empresas, infraestruturas e estradas sofreram danos significativos, enquanto o corte de energia, água e comunicações afetou milhares de famílias. Mário Silvestre reforçou que “o cuidado é ainda maior” nesta altura, devido à possibilidade de queda de árvores e estruturas danificadas.
O Governo já tomou medidas de prevenção e apoio, prolongando a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, com um pacote de auxílio que pode chegar a 2,5 mil milhões de euros. Esta extensão permite que os municípios afetados continuem a beneficiar de medidas especiais para minimizar os impactos da tempestade e apoiar famílias e empresas. A Proteção Civil exorta, mais uma vez, que a população siga as orientações oficiais e evite deslocações desnecessárias durante a passagem da depressão Marta.
Especialistas meteorológicos alertam que os ventos fortes podem agravar situações já fragilizadas pelas tempestades anteriores. Com rajadas de até 100 km/h, existe risco de queda de árvores, danos em telhados e interrupções nos serviços essenciais. A população é aconselhada a reforçar a segurança em casa, proteger veículos e evitar zonas de risco, garantindo assim que os efeitos do fenómeno meteorológico sejam mitigados ao máximo. A prevenção continua a ser a melhor estratégia para enfrentar a depressão Marta sem colocar vidas em perigo.






