A tão aguardada possibilidade de queda de neve em várias regiões do Norte do país acabou por se dissipar quase por completo…
A pequena depressão atmosférica que, nos últimos dias, alimentou grandes expectativas entre meteorologistas e entusiastas do tempo frio surge agora bem visível nas imagens de satélite, mas com um impacto muito reduzido em território continental já esta sexta-feira.
Ainda há apenas dois dias, os modelos meteorológicos apontavam para a possibilidade de neve em boa parte do Norte de Portugal. Ontem, os cenários foram revistos em baixa, limitando o fenómeno sobretudo ao Minho. Hoje, a previsão é clara: o cenário resume-se a pouco mais do que nada.
A explicação está no trajeto da depressão, que irá passar demasiado afastada do continente. A maior parte da precipitação associada a este sistema acabará por cair no mar, à medida que a depressão se desloca para sul, deixando o território português praticamente a seco.
Tratava-se de uma oportunidade rara para assistir a neve em cidades como Braga, Viana do Castelo ou Guimarães, mas, como tantas vezes acontece, o fenómeno acabou por “fugir” à última hora, frustrando as expectativas criadas.
Se a neve não vem, o frio esse não falhará. A próxima madrugada deverá ser marcada por temperaturas muito baixas, com aviso para a formação de gelo e geada, sobretudo nas regiões do interior e em zonas mais abrigadas do vento.
Olhando ao médio prazo, o cenário meteorológico aponta para um período seco, dominado pelas altas pressões. Esperam-se mínimas baixas, geadas frequentes e a presença de nevoeiros em várias regiões do país, especialmente durante a noite e primeiras horas da manhã.
Assim, o inverno faz-se sentir sobretudo pelo frio intenso, enquanto a tão desejada neve volta a ficar adiada.


