Cuca Roseta abriu o coração para falar sobre o início da sua relação com Manu Rodrigues, uma história de amor que nasceu após ambos terem colocado um ponto final em casamentos longos e marcados pela constituição de família…
A fadista, de 44 anos, foi casada durante sete anos com João Lapa, união da qual nasceu a filha mais nova, Benedita, tal como Manu tem um filho do seu anterior relacionamento.
Em conversa no podcast A Nossa Voz, de Lisa Joanes, Cuca revelou que houve “sinais” muito antes de assumir o romance, vindos de alguém que menos esperava: a própria irmã, Inês. “É muito interessante quando os sinais começam a vir, mas vêm de pessoas que estão de fora. A minha irmã teve um sonho numa fase em que eu ainda estava casada e disse-me exatamente o que ia acontecer. Achei que ela estava maluca”, confessou.
Segundo a artista, o episódio marcou-a profundamente, sobretudo porque Inês sempre garantiu não ter grande intuição para este tipo de situações. “Ela sonhou três noites seguidas que eu e o Manu íamos ficar juntos. Para mim era completamente descabido, eu estava noutra fase da vida e não via nada disso. Nós os dois quase fomos os últimos a perceber”, admitiu, reconhecendo que tudo à sua volta parecia alinhar-se antes de ambos se darem conta do que estava a acontecer.
Cuca Roseta sublinhou ainda a coragem necessária para recomeçar, especialmente numa fase mais madura da vida. “É preciso ter muita coragem para ser feliz. Um casal na nossa idade encontra-se depois de um enorme desapego e de muitas fases difíceis. Tem de haver um amor muito forte”, afirmou.
Também Manu Rodrigues partilhou a sua visão sobre o fim dos relacionamentos anteriores, afastando a ideia de desistência leviana. “A grande pergunta é: temos de estar casados com a mesma pessoa para o resto da vida? Não. Mas também não devemos separar-nos por qualquer motivo. Em ambos os casos, fizemos tudo o que podíamos, não desistimos porque nos apeteceu”, explicou.
A fadista não esconde que a nova felicidade tem sido acompanhada de críticas, sobretudo relacionadas com os filhos. “Há uma culpa muito ligada ao merecer ser feliz, muito enraizada no conservadorismo. As críticas têm quase sempre a ver com os filhos, como se as pessoas tivessem de ficar juntas sem amor por causa deles”, lamentou, defendendo que as crianças sentem quando os pais não estão verdadeiramente felizes.
Por fim, Cuca destacou a complexidade emocional vivida pelos filhos de ambos, que também atravessam um período de adaptação. “Eles estão a passar por uma espécie de luto. Mudaram de casa, viram os pais em casamentos longos e estáveis. É difícil estarmos atentos a todas essas fases, porque cada criança vive tudo de forma diferente”, concluiu, numa reflexão honesta sobre amor, recomeços e família.





