A ERC recebeu cerca de quatro mil queixas sobre as declarações feitas pela apresentadora no ‘Dois às 10’, em abril
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) já divulgou a deliberação relativa às queixas apresentadas contra Cristina Ferreira devido a declarações feitas em abril, no ‘Dois às 10’. Em causa estava a forma como a apresentadora abordou o caso de quatro influencers acusados de violar, em grupo, uma jovem de 16 anos, em Loures.___Pode saber mais aqui.
ERC aponta falhas na abordagem
Na decisão, divulgada a 9 de setembro, precisamente no dia do aniversário de Cristina Ferreira, o Conselho Regulador considerou que “várias intervenções desvalorizaram a gravidade da ação dos agressores”. A entidade entendeu ainda que não foi feita uma distinção suficientemente clara entre relações sexuais e abuso sexual.
Questão levantada por Cristina gerou polémica
Durante a emissão, Cristina Ferreira questionou se, perante uma situação envolvendo quatro homens, seria possível perceber e respeitar um pedido de interrupção feito pela jovem. As declarações geraram uma forte reação e deram origem a cerca de quatro mil queixas junto da ERC.
Responsabilidade na abordagem à violência sexual
A ERC considerou que a abordagem feita foi suscetível de colocar em causa o não consentimento da vítima e de lhe atribuir responsabilidade pelo sucedido. O Conselho Regulador reforçou que a violência sexual e a violência de género são problemas sociais graves e defendeu que estes temas devem ser tratados publicamente com rigor e responsabilidade. A entidade condenou ainda a TVI a ler um texto de recomendação no ‘Jornal Nacional’. ___Pode saber mais aqui.






