Julgamento do menor de 14 anos arranca em Aveiro com novos detalhes chocantes sobre o crime
O julgamento do jovem de 14 anos que confessou ter matado a própria mãe em Vagos arrancou esta quarta-feira no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, trazendo à tona novos e perturbadores detalhes sobre o caso que chocou o país. Entre as revelações mais impactantes está a localização da arma do crime, que afinal não se encontrava guardada num cofre, mas sim num roupeiro da casa de família.
De acordo com as informações conhecidas em tribunal, a pistola utilizada no homicídio estava separada das munições, que se encontravam numa mesa de cabeceira. O menor saberia exatamente onde estavam ambos os elementos, tendo utilizado a arma para disparar sobre a mãe e, posteriormente, tentado simular um cenário de assalto para despistar as autoridades.
A primeira sessão ficou marcada pelo depoimento do jovem, que compareceu em tribunal acompanhado por inspetores da Polícia Judiciária, sem algemas e aparentando tranquilidade. Segundo relatos, o menor mostrou-se sorridente e sem sinais visíveis de remorso, enquanto o pai aguardava no exterior da sala de audiências. Durante a tarde, começaram a ser ouvidas as testemunhas, incluindo um amigo para cuja casa o jovem se terá dirigido após o crime.
O processo judicial deverá ainda contar com o testemunho de especialistas em saúde mental, nomeadamente um pedopsiquiatra e um psicólogo que elaboraram relatórios sobre o estado do menor. O pedido da defesa foi aceite pelo tribunal, o que poderá ser determinante para avaliar a responsabilidade e o enquadramento psicológico do jovem neste caso que continua a gerar enorme comoção em Portugal.
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