A morte de Maycon Douglas continua a levantar questões e a gerar debate público…
Apesar de o último adeus ao ex-concorrente da Casa dos Segredos ter acontecido este domingo, 11 de janeiro, no Crematório de Leiria, há agora um pormenor que está a causar polémica: a decisão de avançar com a cremação do corpo poderá inviabilizar eventuais exames complementares no futuro.
Quem o afirma é Manuel Rodrigues, ex-inspetor da Polícia Judiciária, que comentou o caso em direto na CMTV e não escondeu a sua surpresa com a rapidez do processo. Para o antigo responsável da PJ, a cremação foi “um bocado precipitada”.
Recorde-se que as cerimónias fúnebres reuniram centenas de pessoas, entre familiares, amigos e ex-concorrentes do reality show da TVI, num ambiente marcado por grande comoção e dor.
Apesar de já serem conhecidos os resultados preliminares da autópsia — que apontam o afogamento como causa da morte —, continuam por esclarecer vários detalhes sobre o que realmente aconteceu na madrugada em que Maycon Douglas desapareceu.
Segundo Manuel Rodrigues, desde cedo foram levantadas várias hipóteses, mas o próprio admite que sempre considerou o suicídio como o cenário mais provável. “Desde o início que se levantaram várias hipóteses e eu sempre achei que, provavelmente, esta hipótese de suicídio seria aquela mais aceitável face à situação, face à forma como esta projeção da viatura para a água ocorreu”, explicou.
Ainda assim, o ex-inspetor sublinha que os exames toxicológicos poderão revelar informações determinantes. “O resultado da toxicologia pode apresentar-nos vários cenários”, afirmou, acrescentando que estes testes servirão para perceber se o jovem tinha álcool, drogas ou medicação no organismo no momento da morte. “A autópsia foi feita, foi concluída e necessitou de exames complementares, os quais terão sido pedidos e vamos ter de aguardar pelo resultado dos mesmos.”
É precisamente aqui que surge a maior preocupação. Manuel Rodrigues considera que, mesmo estando afastada a hipótese de crime, a cremação elimina qualquer possibilidade de aprofundar investigações no futuro, caso surjam dúvidas. “Pode amanhã levantar-se, por qualquer dúvida, a necessidade de aprofundar os exames complementares e a cremação acaba com essa hipótese. Penso que é um bocado precipitado”, reforçou.
Apesar de tudo, o ex-inspetor admite que, se existisse uma forte suspeita de crime, a cremação não teria sido autorizada num prazo tão curto. Ainda assim, deixa o alerta: certos pormenores podem fazer toda a diferença numa investigação — e, neste caso, já não será possível voltar atrás.
O caso de Maycon Douglas continua, assim, envolto em tristeza, dúvidas e interrogações, mantendo-se no centro da atenção mediática mesmo após a sua despedida final.






