Filha da atriz Delfina Cruz foi assassinada em janeiro e caso continua a gerar forte impacto e consternação
Realizam-se hoje as cerimónias fúnebres de Maria Amaral, num momento de profunda dor para familiares, amigos e para todos os que acompanharam o caso que abalou o país. A agente imobiliária, de 54 anos, filha da atriz Delfina Cruz, esteve desaparecida durante vários dias, depois de ter sido vista pela última vez a 19 de janeiro. O seu corpo viria a ser encontrado a 31 de janeiro, na Lagoa de Óbidos, enterrado na areia, numa descoberta que gerou enorme choque público.
O velório decorreu na Igreja dos Salesianos do Estoril, onde marcaram presença pessoas próximas e figuras que quiseram prestar homenagem à vítima e manifestar solidariedade à família. O ambiente foi de silêncio e consternação, num adeus marcado por emoção contida e muitas lágrimas. A perda repentina e violenta de Maria Custódia Amaral deixou uma marca profunda não só nos que a conheciam de perto, mas também na opinião pública, que acompanhou com atenção cada desenvolvimento do caso.
A investigação da Polícia Judiciária concluiu que a vítima terá sido morta na noite do desaparecimento. O suspeito, um homem de 35 anos que conhecia Maria Custódia Amaral há vários anos, foi detido e encontra-se em prisão preventiva. Nas diligências realizadas, as autoridades recolheram indícios relevantes, incluindo vestígios de sangue na residência do arguido. O homem está indiciado por homicídio qualificado e profanação de cadáver, crimes que podem resultar em pesadas penas.
Segundo os dados apurados, após o crime, o corpo terá sido transportado no carro da própria vítima até à Lagoa de Óbidos. A viatura foi posteriormente abandonada perto do quartel dos Bombeiros de Peniche, local onde o suspeito foi captado por câmaras de videovigilância. O funeral, que decorre esta manhã, assinala o último adeus a Maria Custódia Amaral, num caso que continua a gerar comoção e a levantar reflexões sobre violência e segurança.






