Maria Violante fala da relação com o artista, das homenagens em Fátima, dos tratamentos capilares e do impacto da morte na vida do filho
Maria Violante, comadre e amiga de longa data de Marco Paulo, abriu o coração numa entrevista exclusiva à revista Nova Gente, onde revelou pormenores inéditos sobre a relação íntima com o cantor, os bastidores de momentos marcantes e a forma como a sua família, nomeadamente o filho Marquinho, lida com a perda do padrinho. A entrevista trouxe à luz uma amizade sólida, construída ao longo de muitos anos de convivência e respeito mútuo, tanto em momentos de alegria como nas fases mais delicadas da vida do artista.
Um dos episódios mais comoventes partilhados por Maria Violante foi a homenagem que organizou em Fátima, acompanhada por fãs de Marco Paulo. Segundo contou, a ideia surgiu de forma espontânea, sem qualquer intenção lucrativa. “A minha única intenção era espiritual”, sublinhou, garantindo que não recebeu qualquer pagamento por participar na viagem. O momento mais marcante, afirma, foi quando, sozinha, acendeu velas e assistiu à missa, numa cerimónia que descreve como profundamente pessoal.
Além da ligação emocional, Maria Violante foi também responsável por cuidar da saúde capilar de Marco Paulo, recorrendo à tricologia avançada, especialidade à qual se dedica após anos como cabeleireira. “O Marco era um dos meus clientes”, revelou. Devido aos tratamentos de quimioterapia, o cantor enfrentou dificuldades com a queda de cabelo, mas contou sempre com o apoio e os cuidados técnicos da amiga. “Eu fazia com que ele mantivesse cabelo. Só em tratamentos mais agressivos é que ele perdeu, mas sempre o ajudei a recuperar”, afirmou, destacando a confiança e cumplicidade entre ambos.
A história entre os dois começou quando Maria se apaixonou por Tony, colaborador de Marco Paulo. Durante a gravidez, o casal foi convidado pelo cantor a viver na sua quinta, na Costa da Caparica. Foi nesse ambiente de partilha que nasceu uma relação forte entre Marco e Maria, marcada pela compreensão e respeito mútuos. “Somos os dois aquarianos, com personalidades fortes, mas sempre nos entendemos bem”, referiu. Nem mesmo o divórcio com Tony alterou a ligação com Marco Paulo, que manteve a presença constante na vida dela e do filho.
Hoje, Marquinho sente profundamente a ausência do padrinho. Maria admite que a perda abalou o filho, mas também reforçou os laços familiares e espirituais. Ao longo da conversa, a comadre de Marco Paulo fez questão de frisar que nunca houve interesses escondidos na relação com o artista: apenas amizade, lealdade e uma história de vida partilhada. Uma homenagem sentida à memória de um dos maiores nomes da música portuguesa, através das palavras de quem o conheceu de perto — não como estrela, mas como homem.
Veja a seguir a capa da revista:







