O nome de Renato Seabra voltou a ser falado, mais de uma década depois do macabro crime que abalou Portugal e os Estados Unidos…
Em 2011, o ex-modelo matou e mutilou o cronista social Carlos Castro num quarto de hotel em Nova Iorque, utilizando um saca-rolhas. Condenado a uma pena mínima de 25 anos a prisão perpétua, encontra-se detido numa das prisões mais duras dos EUA.
Esta segunda-feira, 18 de agosto, tornou-se público que a deputada Joana Seabra é irmã de Renato e que o visita todos os anos em Nova Iorque. A revelação foi comentada no programa Dois às 10, da TVI, onde o caso foi novamente relembrado.
Cláudio Ramos sublinhou a perceção pública em torno da figura do ex-modelo:
“Eu acho que se um dia o Renato Seabra estiver sentado connosco ou na rua, ninguém vai olhar para ele como um assassino. As pessoas vão olhar para ele como um miúdo (…) que ‘eu não matei porque quis matar’.”
Já Cristina Ferreira destacou a narrativa mediática criada na altura:
“Porque a história que foi vendida é que ele estaria a ser aproveitado… se a história fosse ele a aproveitar-se do Carlos, mas o que foi vendido foi o contrário. E isso molda-nos a perceção das coisas.”
Durante a conversa, Cláudio Ramos recordou ainda a relação entre Renato Seabra e Carlos Castro, afirmando que os dois eram namorados, algo que, segundo ele, a família do ex-modelo não admitia:
“Eles eram dois namorados. As únicas pessoas que não sabiam que eles eram namorados era a família. (…) O Renato tinha 21 anos, era um miúdo que queria ser modelo, que tinha acabado de sair de Cantanhede, e é muito fácil também ludibriar.”
O caso continua a marcar a memória coletiva, não só pela violência do crime, mas também pela complexidade das relações pessoais envolvidas.






